Ao que tudo indica, os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande divergem opiniões quando o assunto é a gestão de Alcides Bernal (PP), que foi reconduzido ao cargo de prefeito na Capital no dia 25 de agosto, através de ordem judicial, após um ano e cinco meses afastado do Executivo.
Alguns parlamentares que declararam "guerra" à Bernal em março do ano passado demonstram que podem apoiar a gestão, caso o 'foco seja o desenvolvimento da Capital', que passa por uma forte crise financeira. Chiquinho Telles (PSD) é um dos parlamentares que votaram pela cassação e que agora mudou de postura, destacando que vai apoiar a gestão do pepista.
"Temos que pensar em recuperar o tempo perdido, se ele acha que perdeu muito tempo, foi por conta de desacertos no primeiro mandato,. Ele não soube conversar com o legislativo para fazer parte de sua administração e agora percebeu que o executivo não anda sem os partidos. Existe sim o interesse de partidos em participar da administração e agora o prefeito compreendeu isso", diz Chiquinho.
O parlamentar faz questão de elogiar as atitudes do prefeito em seis dias de mandato e ressalta que o objetivo de Bernal é fazer a cidade voltar a ativa. "O novo posicionamento dele, os primeiros passos que deu foi de maturidade, de que quer realmente fazer a cidade andar. Ele já fez os médicos voltarem a trabalhar e isso é muito importante para a Capita. Eu sempre apoiei ele nas coisas boas, seja lá qual o prefeito que estiver no mandato, eu sempre votei a favor da cidade".
Já a peemedebista Carla Sthepanini prefere adotar a postura independente, dizendo que apoiará tudo que for a favor da Capital. "Eu continuo como sempre estive, a favor dos interesses de Campo Grande, o que for melhor para o nosso município estarei apoiando. Espero que a organização seja recuperada na Capital para sair dessa crise política porque desde 2013, Campo Grande vem sofrendo muito diante de todos esses problemas", afirma Carla.
A vereadora destaca que os parlamentares estão sempre abertos ao diálogo com o executivo municipal, já que o prefeito deve demonstrar interesse em trabalhar de "mãos dadas" com os vereadores.
Para o vereador engenheiro Edson Shimabukuro (PTB), que aparece entre os nove vereadores investigados na operação Coffee Break do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o momento é de diálogo antes de definir apoio ou oposição ao prefeito.
"Estamos conversando, ele esta dialogando e vamos tirar a conclusão em um todo, a Câmara na verdade tem que trabalhar em conjunto, mas com a boa vontade do prefeito. Queremos que pare com esse problema, Campo Grande precisa caminhar porque até agora só teve confusão", diz o vereador.
Questionado sobre a possibilidade de ser afastado devido as investigações do Gaeco, Shumabukuro se diz tranquilo diante do depoimento que prestou na semana passada e ressalta que não será afastado.
Despedida
Em meio a todos os turbilhões e com o retorno de Jamal Salém à Casa de Leis, Dr. Loester (PMDB) afirmou que já deixou o cargo e caso volte a ser vereador, caso Jamal seja afastado por também ser investigado pelo Gaeco, assumirá a postura de independente em relação ao prefeito e espera isso de todos os peemedebistas da Casa.
"Já deixei a Câmara, avisei o pessoal do gabinete para retirar todas as coisas. Não tenho nada contra e nem a favor do prefeito, mas se eu continuar sendo vereador, com certeza adotarei a postura de independente e não faria parte da base aliada, porque prefiro não ter nada amarrado e espero que essa seja a postura do PMDB".







