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Política

há 10 anos

Em crise, família Trad perde força e tenta se reerguer em novos partidos

Fim de um ciclo

Uma das famílias políticas mais tradicionais de Mato Grosso do Sul, a família Trad, vive um momento dramático no cenário político do Estado. Após o peemedebista Nelson Trad Filho perder as eleições no primeiro turno para o Governo do Estado em 2014, e o irmão, Fábio, não se reeleger, o dilema agora é se a família permanece, ou não, vinculada ao PMDB. Nelsinho, por exemplo, saiu mais enfraquecido da campanha e ficou isolado dentro do partido.

Assim como Nelsinho, Marquinhos Trad, mesmo sendo o deputado estadual mais votado nas eleições de 2014, teve diversos desentendimentos com o principal líder do partido, o ex-governador André Puccinelli, e a permanência dos irmão no PMDB é incerta.

Já Fábio Trad preferiu deixar o partido após não conseguir se reeleger, deixando a Câmara dos Deputados. O único do clã que aparentemente vive um bom momento é o vereador Otávio Trad, que atualmente é do PT do B.

Porém, quem deve liderar a família para um novo recomeço é o advogado Fábio Trad, ex-deputado federal. Ele tem até outubro para se filiar a um novo partido, se quiser concorrer as eleições de 2016.  A sua decisão pode influenciar diretamente os dois irmãos, que poderão seguir o mesmo caminho do jurista.

Fábio pode se filiar em uma das novas legendas que estão sendo criadas em Brasília, podendo ser o Partido da Liberal (PL) ou migrar para o grupo de partidos de centro-esquerda - PPS e PSB - que podem unir e formar um novo bloco político com o apoio de partidos nanicos.

"Com a minha desfiliação do PMDB, vou me dar um tempo para descansar e também para aguardar sobre esses novos partidos. Tivemos uma conversa com o Ministro da Cidades, Gilberto Kassab, muito otimista. Por enquanto, não tem nada definido em relação a mim e quero ter tempo para avaliar para qual irei até outubro", ressaltou o ex-parlamentar.

Já Marquinhos Trad  informou que pretende se candidatar as eleições em 2016 para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Porém, os planos do deputado estadual pode estar ameaçado já que dentro do PMDB permanece sem espaço.  O partido estuda nomes dentro da legenda e o senador Waldemir Moka, a deputada estadual eleita Antonieta Amorim, ex-esposa de Nelson Trad, ou deputado federal Carlos Marum estão cotados para disputar a prefeitura pela legenda.

"Diante destas possibilidades, eu devo sair do PMDB porque quero concorrer a prefeitura em 2016. Neste partido a qual eu estou, eles não se importam com quem está bem colocado nas pesquisas e sim com que o André Puccinelli indica. Hoje a população não fica mais ligada ao partido, mas sim ao político. Eu estou de olho no PL, sei que não terei condições depois de sair de visitar os 79 municípios, mas pretendo tentar mesmo assim", comentou Marquinhos.

Atual vereador, Otávio Trad informou que não pretende sair da atual legenda devido ao bom relacionamento que construiu dentro do PT do B com o demais parlamentares e com a diretoria do partido.  "Estou satisfeito com o PT do B, até pelo fato do clima harmônico que se criou. Mas não penso em mudar de partido só pelo fato do Marcos, do Fábio ou até o mesmo o Nelsinho [Trad] [todos tios de Otávio]  tenderem a  isso", comentou.

Otávio ainda comentou que entende as circunstâncias pelas quais os seus tios vivem no momento e que cada um deve pensar no seu futuro político, mas sem esquecer o compromisso com o presente. "Acho tudo válido dentro da política essa troca de partido. Nos tempo atuais, a ideologia partidária é muito mais de uma ideologia pessoal do que partidária. Enquanto a mim estou muito bem relacionado dentro do meu partido, tenho carinho muito especial pelo PT do B e não devo seguir o mesmo caminho deles".

A reportagem tentou entrar em contato com Nelson Trad Filho por meio de telefone e pela assessoria de imprensa, mas até o encerramento desta matéria não conseguimos contato para saber se o ex-prefeito de Campo Grande permanece dentro do PMDB. 

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