Em Mato Grosso do Sul, 33 partidos se mobilizam recolhendo assinaturas para conseguir o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Essas legendas surgem como opção para os detentores de mandato que desejam mudar de partido sem correr o risco de perder o cargo por infidelidade partidária.
Para ser oficializado, o partido precisa colher, no mínimo, 484.169 assinaturas que devem ser certificadas pela Justiça Eleitoral, que analisa se as informações apresentadas são verídicas e se os apoiadores não estão filiados a outras siglas. Conforme a resolução do TSE, os eleitores devem estar distribuídos e, ao menos, três estados.
Entre as legendas em formação, o partido Rede Sustentabilidade, fundado pela ex-senadora Marina Silva (PSB), entregou mais 56.128 assinaturas em maio. Somadas às 442.524 certificadas em 2013, quando o partido tentou o registro pela primeira vez, o Rede tem 498.652 assinaturas apoiando sua criação.
O Partido Novo também entrou com pedido semelhante em julho de 2014. Os organizadores reuniram 493.316 eleitores e garantem que todos atenderam todos os requisitos exigidos pela lei eleitoral. Se aprovada a criação, os filiados poderiam disputar as eleições municipais, que ocorrem em 2016.
Liderado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, o PL (Partido Liberal) também já entrou com pedido para oficializar seu estatuto, seu programa e seu diretório. Conforme o Portal R7, a direção diz ter obtido 167.627 mil assinaturas, das quais 67.924 já foram consolidadas e 99.703 foram certificadas.
O objetivo de seu idealizador, Kassab, era fundir a sigla com o PSD para que os parlamentares da oposição que desejam integrar a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) pudessem migrar de sigla sem perder o mandato, mas a ideia foi enterrada. Antes de o PL conseguir registro, o Congresso Nacional aprovou um projeto que proíbe a fusão entre partidos com menos de cinco anos de existência.
Para o vice-presidente nacional do PC (Partido Cristão), Raullandi Bezerra Netto, a medida foi benéfica para evitar a criação de legendas de aluguel. Segundo ele, o que está dificultando a coleta de assinaturas é a medida que proibiu eleitores que já possuem filiação partidária a apoiar o nascimento de outra sigla.
“Isso é coisa para partido sem interesse de ter força política, com interesse econômico. O PC não vai ser negociata de balcão, então foi uma mudança boa. Só não aplaudi a alteração na lei que impede o cidadão que tem simpatia pela legenda ser privado de sua opinião, achei um absurdo”, declarou.
Também na luta por viabilizar o PC, Raullandi conta que já conquistou cerca de 12 mil assinaturas em Campo Grande, mas os escândalos de corrupção em todo o país atrapalham a conquista dos eleitores. “Estamos com dificuldade porque a rejeição à política é muito grande”, relata.
Outros partidos
No Estado, mais 30 legendas buscam apoio para conseguir o registro. Entre eles, algumas consideradas folclóricas, como o Arena (Aliança Renovadora Nacional), que foi criado pela primeira vez em 1965 para dar sustentação política ao governo militar durante a ditadura. Nesta lista, também aparece o PMB (Partido da Mulher Brasileira), que estabelece cota máxima de 30% de homens entre os candidatos e diretores da legenda. O Partido Militar Brasileiro também tenta se viabilizar com a mesma abreviação.
Entre as legendas que acabam com a sigla repetida também aparece o PEC, que poderá designar o Partido Ecológico Cristão ou o Partido da Educação e Cidadania. Conforme o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), também buscam registro o IDE (Igualdade), MB (Partido Muda Brasil), MDC (Movimento em Defesa do Consumidor), NOS (Nova Ordem Social), Pai do Brasil (Partido dos Pensionistas, Aposentados e Idosos do Brasil), PAT (Partido Alternativo dos Trabalhadores) e PDN (Partido do Desenvolvimento Nacional).
Além deles, podem ser registrados o PISC (Partido da Integração Social e Cidadania), PLB (Partido Liberal Brasileiro), PLD (Partido Liberal Democrata), PLS (Partido da Liberdade Solidarista), PMM (Partido do Mérito Municipalista), PMP (Partido da Mobilização Popular), PNS (Partido Nacional da Saúde), PPB (Partido Pacifista Brasileiro) e PRC (Partido Republicano Cristão).
Por fim, aparecem na lista o PRCB (Partido Republicano Cristão Brasileiro), PS (Partido Social), PSFB (Partido Social da Família Brasileira), PSN (Partido da Solidariedade Nacional), PSPC (Partido da Segurança Pública e Cidadania), PSPP (Partido do Servidor Público e Privado), PTS (Partido da Transformação Social) e Puma (Partido Universal Do Meio Ambiente).







