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Política

Em nota, Tereza Cristina nega ilegalidade em negócios com a JBS

Futura ministra afirma que relação comercial foi feita de forma 'legal e transparente'

19 novembro 2018 - 10h22Por Celso Bejarano

A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), escolhida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para comandar o ministério da Agricultura, negou, nesta segunda-feira (19), ter mantido negócios com a JBS, maior empresa frigorífica do país e que distribuía propina a políticos em troca de favores fiscais, conforme investigações do MPF (Ministério Público Federal).

Reportagem divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, edição de domingo (18), afirmou que: “parceira da JBS, ministra deu incentivos fiscais à empresa em Mato Grosso do Sul”.

Na nota, a deputada afirma que nunca recebeu doação direta do grupo JBS para sua campanha. Reconheceu, porém, que o recurso foi transferido via coligação partidária e aprovado pela Justiça Eleitoral.

A parlamentar citou ainda que “a relação comercial estabelecida pela família da deputada com a empresa JBS foi feita de forma legal e transparente, dentro dos padrões seguidos regularmente pelos demais produtores da região e do país”.

No comunicado, a futura ministra diz que em 2009, a mãe da parlamentar estabeleceu contrato de parceria pecuária na exploração de um confinamento com a empresa JBS.

“No ano seguinte, em função de seu falecimento [mãe], o contrato passou à gestão de Tereza Cristina, na qualidade de inventariante de um condomínio de cinco irmãos”, diz a nota.

Ainda em nota, a deputada conta que: “quanto aos incentivos fiscais assinados à época em que ocupava a secretaria de Agricultura do Estado, ela cumpriu a legislação vigente e atuou em conformidade com as políticas de governo estabelecidas à época”.

“Cabe ressaltar ainda, que medidas fiscais são de competência também da Secretaria de Fazenda do Estado e do Governo, não apenas da Agricultura, como sugere a matéria”, finaliza a nota.

Ontem, domingo (18), Jair Bolsonaro também comentou a reportagem da Folha e disse que a futura ministra tem "total confiança de sua equipe".