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Em novos partidos, Marquinhos Trad e Adalton Garcia sinalizam retomada de parceria antiga

26 SET 2016
Vinícius Squinelo
15h32min

Os candidatos a prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) e Adalton Garcia (PRTB) tiveram uma conversa ao pé do ouvido com uma série de anotações por ambas as partes neste final de semana. O episódio reforça a tese da retomada de uma parceria antiga que vem desde que ambos eram filiados aos partidos políticos PMDB e PMN, respectivamente. No último debate, a dupla já dava sinais de estarem afinados, uma vez que um ''levantava a bola para outro chutar'' no sentido de atacar a candidata tucana Rose Modesto (PSDB).

Apesar de criticar administrações passadas de André Puccinelli (PMDB) e Nelsinho Trad (PMDB) - irmão de Marquinhos - que juntos tomaram conta de Campo Grande por 16 anos como prefeitos, Adalto é aliado de primeira hora do clã. Quando presidiu o PMN em Mato Grosso do Sul, o partido era chamado de "pmdebezinho" nos bastidores.

A fidelidade de Adauto com o grupo político do PMDB (Trad e Puccinelli) era tão grande, que em 20 de junho de 2012 ele foi destituído do comando regional e municipal do PMN em Mato Grosso do Sul depois de decidir, contra a vontade dos integrantes da sigla, anunciar apoio ao candidato a prefeito do PMDB, Edson Giroto. Adauto dá outra versão: "saí por vontade própria".

Revoltados com o autoritarismo de Adalton, um grupo de filiados denunciou a falta de democracia à direção nacional do PMN, que passou a monitorar o caso. A expulsão levou em conta o descumprimento de diretrizes determinadas pela cúpula nacional e suspeita de corrupção. Havia fortes indícios de que Adalton teria recebido dinheiro para entregar o PMN ao PMDB.

Na época, Marquinhos Trad era liderança política do PMDB com mandato de deputado estadual e trabalhou ativamente para eleger Giroto. Seu ingresso no PSD ocorreu somente no dia 12 de março de 2016, com grande ato na Câmara. Na ocasião, o irmão, Nelsinho Trad - que pulou do PMDB para o PTB, aproveitou para negar qualquer rixa entre os dois pela prefeitura municipal. "As pessoas gostam de confusão mas entre meu irmão e eu, quem apostar nisso, vai perder", afirmou Nelsinho. 

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