O governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve na manhã deste sábado (18), na cidade de Três Lagoas, para desmentir as acusações feita pelo senador Delcídio do Amaral (PT) sobre o ICMS do gás natural - gasoduto Brasil-Bolívia. Segundo Alckmin, Delcídio teria dito que São Paulo entrou com recurso na Justiça para requerer para cobrança do imposto para si.
Durante entrevista coletiva concedida à imprensa no município, Alckmin começou dizendo que foi o PSDB, por meio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que trouxe o gasoduto da Bolívia para o Brasil. E desmentiu a informação que segundo eles, foi transmitida pelo senador Delcídio do Amaral, sobre a ação judicial do ICMS do gás.
"Nós não entramos na Justiça, somos do diálogo e da parceria. Vamos trabalhar juntos porque é junto que a gente cresce, gera emprego, desenvolvimento, fortalecendo a segurança entre os dois estados, complementando a área da saúde, melhorando a infraestrutura logística que beneficia a todos. Nós não queremos divisão entre os brasileiros, nós queremos união”, ressaltou o governador Alckmin.
Durante o seu discurso, Alckmin ainda mandou um recado para o senador petista. "Para aqueles que querem fazer fofocas políticas, o nosso discurso é de união e desenvolvimento", comentou.

Após a entrevista coletiva, o governador de São Paulo participou de uma carreata pelas ruas de Três Lagoas e logo depois almoçou com o Reinaldo Azambuja e retornou para a Capital paulista.
O evento contou com a presença da senadora eleita e vice-governadora do Estado, Simone Tebet (PMDB); da deputada federal eleita, Teresa Cristina (PSB); da vice de Reinaldo, vereadora da Campo Grande, Rose Modesto; e do seu irmão Rinaldo Modesto; e do candidato derrotado ao senado, Antonio João Hugo Rodrigues (PSD).
Guerra Fiscal - Na coletiva, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), [que tem o PMDB aliado em nível nacional e regionalmente grande parte está aliado ao PSDB, de Reinaldo Azambuja] afirmando que se o seu governo funcionasse, teria feito a reforma tributária e resolvido os impasses entre a União, estados e municípios.
“A reforma tributária vai resolver todas essas questões do ICMS. Cada governador tem que trabalhar pelo seu estado, mas nós temos muito trabalho em comum. O que nos une é muita coisa: segurança, saúde, infraestrutura, logística. Essa é a nossa disposição”, disse.
Para Reinaldo Azambuja, que concorre ao Governo do Estado, a concentração de recursos nas mãos da União é o que tem provocado as diferenças entre vários estados e regiões brasileiras. “Cada governador vai defender o interesse do seu estado. Ele [Alckmin] faz isso defendendo São Paulo, eu farei isso defendendo Mato Grosso do Sul. O que não podemos aceitar é essa política do terror e do medo, isso não pode prosperar. Infelizmente, nos últimos 12 anos, não tivemos um governo [federal] que pensou na federação”, finalizou o candidato
Briga antiga - O governador André Puccinelli (PMDB) em declarações à imprensa já tinha afirmado em outras ocasiões, que o Estado de São Paulo teria tido uma investida semelhante sobre a retirada do ICMS sobre o gás de Mato Grosso do Sul, e ao mesmo tempo atuado com forte efetividade para tentar reduzir as compensações pelas reduções de alíquotas.
Sobre o ICMS estadual, Puccinelli, afirmou que por diversas vezes São Paulo foi contra às mudanças na legislação aprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) sobre o imposto estadual (ICMS).
Para ele, o Estado paulista que vê às novas normas como vantagem exagerada que beneficia os demais estados da federação. São Paulo alega eles os estados poderiam conceder isenções fiscais e atrair investimentos de empresas "maquiladoras" - que importam peças e montam equipamentos para o mercado local - criando algo semelhante como às zonas francas. Isto poderia ter provocar a 'desindustrialização' do país.

Desde então, São Paulo vem investindo contra a decisão que precisa ser aprovada em Brasília. O governador André Puccinelli foi um dos principais chefes de Estado, que juntos com os demais estados brigam contra São Paulo para resolver a briga fiscal.







