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Política

Empresas ameaçam parar obras do Aquário do Pantanal, afirmam deputados

21 agosto 2015 - 13h40Por Dany Nascimento

O deputado estadual Lídio Lopes (PEN), presidente da comissão especial criada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para acompanhar o andamento das obras do Aquário do Pantanal, afirmou ao Top Mídia News, que a empresa espanhola Fluidra Brasil, que ameaça deixar a obra, está aguardando que a parte de engenharia civil conclua os trabalhos para dar sequencia ao paisagismo que ainda não foi concluída.

"A empresa precisa que a parte de engenharia seja concluída para dar sequencia nos trabalhos.  Ela faz a parte ornamental da obra e para isso, ela depende ainda da construção civil para dar sequencia ao paisagismo, sem cobertura não tem como terminar o que falta. Os tanques estão sendo cheios e testados, concluindo esse tanque, já da para soltar os peixes", explica Lídio.

A Fluídra é dona de um contrato de quase R$ 30 milhões e cuida do “suporte à vida” do empreendimento, solicita  a correção dos valores pagos, que consideram a cotação do euro de 2014, mesmo com a desvalorização do real nos últimos meses. Lídio destaca que a empresa está agindo de forma correta e aguarda uma providência do governo do Estado para que a obra seja concluída.

"Ela tem a preocupação porque vai vencer o tempo dela e ela vai parar, eles não tem como ficar bancando, sendo que o contrato foi feito em euro da época e estão mantendo isso até final do contrato, se não concluir a parte civil, ela não consegue concluir a parte dela e querem reajustar", afirma Lídio.

De acordo com o relator da Comissão, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), a obra está conclusa em 80% e a empresa aguarda a correção dos valores pagos. "Falta uns 20% da obra ainda para que seja finalizada e eles dependem dessa conclusão da parte da engenharia  para fazer a ambientação, climatização, paisagismo e devido a isso, não estão conseguindo terminar. Eles alegam que o contrato foi feito com base em euro  e já estão com prejuízo e aguardam até o dia 15 de setembro por uma solução, se não, retiram o contrato".

Questionado sobre o governo do Estado estar pressionado diante dessa ameaça de saída da empresa, o petista ressalta que é um direito da empresa, levando em consideração o que foi combinado em contrato.

"Isso faz com que o governo se apresse para dar posição porque a empresa tem um contrato que não esta sendo cumprido e ela tem direito de romper o contrato, uma vez que as coisas não acontecem como pactuado no contrato", afirma Amarildo.

Segundo Amarildo, Lídio Lopes fala em entregar o relatório em 20 dias, o que pode não acontecer. "O presidente fala em 20 dias, mas acredito que de 40 a 60 dias no mínimo. Pode ser até que seja mais porque estamos dependendo de alguns documentos ainda", finaliza o parlamentar.