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Política

09/06/2014 11:00

Especulações e notícias plantadas começam a movimentar a política

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Quando se criou a máxima de que “Na guerra e no amor vale tudo”, já ai por estratégia, deixou-se de fora a política, onde o tudo vai além do compreensível. Por isso, vale lançar ‘meias verdades’ e notícias de bastidores que possam causar intrigas e rupturas nas composições das coligações. A mais recente deveria atingir a aliança que está se formando em torno da pré-candidatura de Reinaldo Azambuja.

Partidos interessados em conquistar vagas na majoritária lançaram a informação de que o ex-deputado Saulo Queiroz, secretário-geral do PSD e desafeto do presidente regional do partido, Antonio João, seria indicado, em seu lugar, para concorrer à vaga ao Senado na aliança com o PSDB. A informação daria munição aos que são contrários ao nome do empresário, caso fosse verídica.

Entretanto, ainda que tenha havido uma disputa pelo comando do partido em Mato Grosso do Sul, a informação não se sustenta pelo fato de Saulo Queiroz não ter seu domicílio eleitoral no estado, ficando, portanto, impedido da disputa. Aproveitar do fato e plantar informações não acresce em nada a disputa eleitoral. Quando a notícia vem de alguém cujo partido tenha interesse nos cargos em disputa, fica patente que o jogo político está sendo jogado exclusivamente em benefício próprio e sem que se leve em conta o eleitorado e a população de maneira geral.

A informação que se pode ter por verídica e que corre entre a equipe que estuda a campanha tucana para as eleições 2014, exceto o próprio pré-candidato e seu séquito de seguidores idólatras, ninguém mais pretendeu ou gostou da indicação do empresário e presidente regional do PSD, Antonio João para o Senado na aliança que este partido formalizou com o PSDB e seu pré-candidato Reinaldo Azambuja.

PSD, Saulo ou A. João

A disputa entre Antonio João e Saulo Queiroz não é recente. Há um ano, em junho de 2013, travou-se uma intensa batalha pelo comando do partido em Mato Grosso do Sul. Saulo, aparentemente deixou a batalha derrotado em suas pretensões, afinal, entre indas e vindas a São Paulo, Antonio João garantiu que o fundador e presidente nacional da legenda, ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab lhe garantisse o comando da legenda no estado.

Saulo é um experiente estrategista, reconhecido nacionalmente como se observou já na fundação do PSD, quando a articulista Adriana Vasconcelos de “O Globo”, mencionava Saulo como responsável, como seu secretário-geral, pela legenda nascer como quarta força partidária na Câmara, ultrapassando inclusive o PSDB. E diz em sua matéria: ”Essa escolha não foi à toa. Na verdade, é a terceira vez em que o ex-deputado participa da criação de um partido. E é com base nessa experiência que ele descarta a possibilidade de o PSD abrir espaço para uma eventual nova candidatura do ex-governador tucano José Serra à sucessão presidencial de 2014.”

De carreira vitoriosa, o ex-deputado federal tem em seu currículo participação na criação do PFL (hoje DEM), logo após as Diretas Já (da qual foi um dos articuladores). Três anos depois (88), partiu em rumo à criação do PSDB, pelo qual foi eleito deputado federal e um dos que em 24 horas articulou a aliança com o PFL que permitiu a vitória à Fernando Henrique Cardoso.

A experiência de Saulo levou o PSD à estruturação no máximo de municípios brasileiros. Hoje em cerca de 80% dos municípios do país, o partido tem mais de 600 prefeitos e seis mil vereadores.

Farpas

A disputa pelo comando do partido rendeu farpas de lado a lado. Quando da disputa pela presidência do Partido no Estado, Antônio João disparou: “O Saulo causou uma instabilidade entre nossos mais de seis mil filiados ao dizer que eu sairia até fim de junho do PSD. Ele não tem domicílio eleitoral aqui, não tem nada. Como ser candidato em MS? Se ele vier, 80% cai fora”, assegurou.

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