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Política

19/03/2015 09:37

Ex-diretor de Serviços fala na CPI da Petrobras

19/03/2015 às 09:37 |

Agência Brasil

O ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque começou o seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na manhã de hoje (19).

Duque foi preso na segunda-feira (16) pela Polícia Federal, durante a deflagração da 10ª Fase da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, enquanto tomava café com a família. Na casa do ex-diretor da Petrobras foram apreendidas mais de cem obras de arte, além de relógios e canetas. Após a prisão, ele foi transferido para Curitiba.

Com a prisão, houve dúvidas a respeito do depoimento de Duque na comissão. Um ato da Mesa Diretora da Câmara, de 2006, proíbe depoimentos de presos nas dependências da Casa. Em razão disso, a CPI chegou a solicitar ao juiz Sérgio Moro que Renato Duque fosse ouvido nas dependências da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal, em Brasília.

Moro chegou a acatar o pedido da CPI, marcando o depoimento de Duque para o auditório da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu suspender o ato para permitir que o ex-diretor de Serviços da Petrobras preste depoimento na CPI, nas dependências da Casa. O avião da Polícia Federal que trouxe o ex-diretor de Serviços da Petrobras chegou a Brasília por volta das 9h40.

Na segunda-feira (16), o Ministério Público Federal denunciou o ex-diretor Renato Duque e mais 26 pessoas por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

Ao decretar a prisão preventiva de Duque, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância, afirmou que, mesmo após a deflagração da operação, o ex-diretor continuou cometendo crime de lavagem de dinheiro, ocultando os valores oriundos de propina em contas secretas no exterior, por meio de empresas offshore.

Ainda não se sabe se Duque responderá as perguntas dos deputados. No despacho em que autorizou a ida dele à CPI, Moro também disse que Duque poderia garantir o seu direito de ficar em silêncio.

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