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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Ex-governador e empresário conseguem adiar depoimento no Gaeco

03 setembro 2015 - 09h44Por Rodson Willyams

O ex-governador André Puccinelli, do PMDB, e o empresário Carlos Eduardo Naegele protocolaram documentos, no do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público Estadual, e conseguiram o adiamento dos depoimentos que seriam prestados nesta quinta-feira (3), ao coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira.

Tanto um quanto o outro alegaram, por meio dos advogados, que não estariam na cidade no dia de hoje, por motivos de viagens. Uma nova data foi agendada e ambos deverão prestar depoimentos para esclarecer alguns pontos tanto da Operação Coffee Break e da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal. Gaeco e PF, com as investigações, revelando esquema de possível compra de votos para a cassação do prefeito Alcides Bernal, do PP.

Puccinelli, conforme a Polícia Federal, é apontado como um dos principais beneficiários do esquema de corrupção que fraudava licitações de obras públicas revelado pela Operação Lama Asfáltica, deflagrada no último 9 de julho. 

O dono jornal Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, foi flagrado em interceptações telefônicas, realizadas pela Polícia Federal, dialogando com o empreiteiro João Krampe Amorim, pivô da Operação Lama Asfáltica. Naegele, segundo as investigações, mantém uma relação próxima com o empreiteiro e em algumas ligações, aparece conversando com João Amorim, principal investigado da Lama Asfáltica sobre a cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal

O Gaeco ouviu ontem (2), o deputado estadual Cabo Almi, do PT, que foi chamado na condição de testemunha, o secretário do Governo da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Paulo Pedra (PDT), e o vereador Ayrton Araújo (PT). 

Mais uma testemunha deve ser ouvida amanhã na Operação, totalizando sete oitivas realizadas nesta semana. A partir da próxima quarta-feira (9), novos depoimentos serão colhidos segundo o revelou o coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera de Olveira.  A terceira fase e deve ser concluída até o final do ano em que a equipe analisará os dados bancários e fiscais dos envolvidos.

Operação Coffee Break

É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como prinicipal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos.

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flararam conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive ecônomica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.