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Política

Ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja se entrega para a polícia

Político era considerado foragido há dois dias e decidiu se entregar após derrotas na tentativa de reverter a prisão preventiva

25 setembro 2021 - 07h50Por Vinicius Costa

Foragido há dois dias, o ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Ferreira Azambuja se entregou para a polícia no início da noite desta sexta-feira (24).

O político e seu advogado sofreram derrotas consecutivas na Justiça ao tentarem revogar o pedido de prisão preventiva, por isso, houve a iniciativa de entrega para a Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), como disse o site Jardim MS News.

Não há detalhes sobre o depoimento do ex-prefeito, mas a informação é que ele foi encaminhado para a 3° Delegacia de Polícia de Campo Grande, onde ficará preso.

Azambuja é suspeito de ter desviado R$ 23 milhões dos cofres públicos de Maracaju junto a outros servidores do alto escalão entre 2019 e 2020.

Durante operação da Polícia Civil foram presos o ex-secretário Lenilso Carvalho Antunes, candidato à prefeito em 2020, os servidores Daiana Cristina Kuhn, Iasmin Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martineri Sartori e Moises Freitas Victor.

Outras denúncias

A administração de Maurílio Azambuja foi marcada por diversas ações suspeitas. Um dos casos denunciados pelo TopMídiaNews foi do 'dieselduto'. Veículos rodando fazendo 1 quilômetro por litro de diesel e abastecendo três, quatro vezes na semana. Isso em pleno período de férias da prefeitura. 

Além disso, na época mais crítica da pandemia do novo coronavírus, que ocasionou a suspensão de atividades e eventos de aglomeração, a Prefeitura de Maracaju continuou repassando valores vultosos às ligas Esportivas Municipal e Estadual de Judô. O valor total gasto pelo município, de abril a outubro deste ano, mesmo com atividades esportivas suspensas, chega a R$ 433.247,00.

Durante o período que Lenilso Carvalho assumiu o cargo de secretário de Finanças do Município, a dívida que o município com encargos sociais e previdenciários chegou a R$ 5,6 milhões. Em vez de equilibrar as finanças e saldar seus compromissos, ele pulou essa página. Preferiu pagar contratos de licitações milionárias.

Lenilso também é apontado como favorecedor de esquema, quando secretário municipal de Fazenda, para o pagamento com dinheiro público de mais de R$ 566 mil a família de seu amigo e assessor Júlio Benites da Silveira.