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Política

Ex-braço-direito de Odilon, Jedeão dispara: dinheiro continuou sumindo depois que saí

Jedeão Oliveira foi demitido por sumiço de R$ 11 milhões; ele diz ser inocente

26 outubro 2018 - 09h40Por Celso Bejarano e Luis Abraham

Ex-chefe de cartório da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Jedeão de Oliveira disse, na manhã desta sexta-feira (26), que seu ex-chefe, o então juiz federal Odilon de Oliveira, candidato ao governo pelo PDT, “é uma farsa”. Declarou, ainda, que o dinheiro continuou sumindo depois que ele foi demitido.

"Depois que eu saí, chegou até mim que já tem gente respondendo por sumiço de dinheiro e demitidos por isso. Peraí não era Jedeão o bandido? Como isso continua acontecendo? Tem como buscar isso também porque os desvios continuam", declarou.

Jedeão foi exonerado do cargo em julho de 2016 sob a suspeita de ter desviado ao menos R$ 11 milhões da seção judiciária. Primo distante do juiz, ele trabalhou na Justiça Federal por indicação do magistrado, por duas décadas.

Ele foi demitido depois de uma correição conduzida pela Corregedoria do TRF-3 (Tribunal Regional Federal). A inspeção foi feita em caráter emergencial, assim que descoberto o sumiço de dinheiro de um dos cofres que ficava num cômodo na Vara Federal em questão.

O ex-servidor, em entrevista à emissora FM 91.9 UCDB, ao comentar sobre a integridade do juiz aposentado, afirmou: “[Odilon] não é quem pensamos, o combatente do crime organizado. É uma farsa!”.

Não é a primeira vez que Jedeão atira suspeita acerca da personalidade do juiz.

Ele prestou depoimento num cartório em Bauru (SP), deu entrevista acerca de sua suposta inocência no sumiço do dinheiro para a Folha de S. Paulo, fato também noticiado pelo TopMidiaNews.

O dinheiro desaparecido, apreendido com denunciados por crimes federais, tráfico de drogas entre os quais, deveria ser depositado numa conta judicial. Depois de descoberto o sumiço e do desfecho da correição, somente Jedeão foi punido com a demissão.

Jedeão afirma que não só ele tinha acesso ao cofre que guardava o dinheiro. O caso dele é investigado pela Polícia Federal a pedido do MPF (Ministério Público Federal).

Odilon nega qualquer participação no caso e afirmou que foi ele quem pediu que a correição fosse feita na 3ª Vara assim que soube que o dinheiro tinha sumido.

“Eles falam que eu sumi com R$ 11 milhões da 3ª Vara. Mas, o interessante é que em todos os anos ocorre uma auditoria na vara, tendo como responsável o próprio juiz”, disse Jedeão a FM da UCDB.