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Política

11/09/2015 16:52

Ex-vereador é último a prestar depoimento nesta semana no Gaeco

O ex-vereador do PSDB, Cristovão Silveira, prestou depoimento, na tarde desta sexta-feira (11), na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e disse  que não tem nenhuma participação na suposta criação de uma organização política e criminosa para a retirada do prefeito Alcides Bernal (PP) da prefeitura de Campo Grande, há um ano e seis meses.

A cassação de Bernal é alvo das investigações da Operação Coffee Break. O tucano permaneceu em sala fechada com os agentes policiais das 14h às 16h20. Ele chegou no local ás 13h10, antes do horário combinado com o Gaeco.

Conforme as investigações e escutas telefônicas da Polícia Federal, Silveira aparece envolvido com o empresário investigado na Operação Lama Asfáltica, João Krampe Amorim, dono da Proteco. Ele foi flagrado marcando uma reunião com a secretária e sócia do empreiteiro Elza Cristina Amaral.

Segundo Silveira, os agentes do Gaeco questionaram sobre as escutas telefônicas. “Conversei com o João e não significa nada. Vim aqui para fazer esclarecimentos a respeito de algumas amizades. Estou como testemunha e estou a disposição para colaborar com a Justiça. Essas amizades são a respeito de Campo Grande ”.

Cristovão foi o último a ser ouvido nas investigações do Gaeco e na próxima seman os agentes e promotores devem fazer as analises dos depoimentos para dar continuação na operaçõe do Coffee Break.

Coffee Break

É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como principal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos.

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flagraram conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive econômica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.

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