Mesmo após ser exonerada pelo prefeito Gilmar Olarte, a ex-diretora do Cempe (Centro Municipal Pediátrico), Renata Guedes, continua mandando na saúde de Campo Grande. A denúncia é do vereador Chiquinho Telles, do PSD. Guedes inovou e agora age pelas redes sociais. Ela foi acusada de perseguição por servidores que trabalham no local, e os "mandos e desmandos" culminaram com o apelido de"chefona" da saúde municipal.
"Eu tenho recebido denúncias que ela ainda continua mandando na saúde. Manda mais que o próprio Jamal (Salem, secretário Municipal de Saúde). Agora ela age pelas redes sociais, de forma escondida, mas continua mandando e perseguindo servidores. Sabemos que ela está trocando funcionários porque não gostou da cara das pessoas", disparou Chiquinho.
Recentemente, o vereador Paulo Siufi, do PMDB, esteve reunido com Olarte para aparar as "arestas". Como moeda de troca, o vereador pediu ao prefeito que Renata Guedes fosse retirada da sala em que ocupava, uma vez que ela não exerce mais a função e continuava despachando no local. Guedes ainda estaria resistindo em sair da sala e impedindo que a nova diretora, a médica infectologista Marcia Maria Ferrairo Janine dal Fabbro, ocupasse o local. "Eu conversei sobre isso com o prefeito e ele ligou na hora pedindo para que ele saído imediatamente da sala", comentou o peemedebista após o encontro com Olarte.
O caso - Chamada de “chefona” e “madame”, Renata Guedes foi oficialmente exonerada do cargo de chefia do Centro Municipal Pediátrico, instituição “menina dos olhos” do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte. Mesmo demitida, com a ação oficializada em Diário Oficial, ela tentou se manter no poder de qualquer forma, e seguiu despachando na instituição, com autorização do chefe do Executivo.
A ex-diretora foi alvo de várias denúncias dos funcionários da saúde pública. Mesmo elogiada pelo chefe da Sesau (Secretaria Municipal da Saúde), Jamal Salem, e também pelo próprio Olarte, a prefeitura não aguentou a pressão e resolveu afastar Renata da função. O decreto foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) no dia 9 de fevereiro.
Renata ficou "na mira" dos servidores após vários escândalos e por manter uma postura ditatorial durante sua passagem pelas administrações das UPAs, Jamal resolveu afastá-la dos postos de saúde a deixando apenas na direção do Cempe.
''Chefona'' e “Madame Refarmacológica” eram apenas alguns dos apelidos que os próprios servidores deram para Renata, que segundo denúncias, a ex- diretora forçava os funcionários a realizarem até um curso de maquiagem da Mary Kay no Hospital Pediátrico.







