O filho do deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), Felipe Nunes Modesto de Oliveira, se pronunciou, na tarde desta quinta-feira (26), por meio de página pessoal no Facebook, sobre a contratação para realizar serviços de R$ 12 mil no TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado). O contrato do rapaz foi rescindido após denúncias de aprovados no concurso da Corte, em 2013, que aguardam nomeação.
Pela nota, Felipe alega que as denúncias têm fins eleitoreiros, com objetivo de atacar sua família. "Não tinha salário fixo de $12000 reais como dizem muitos sites, “a mando de alguém”, que visa antecipar o debate eleitoral com o objetivo de desgastar minha família".
O filho do deputado Rinaldo não esclarece quem seria o "alguém" que citou na nota. O fato é que o próprio deputado tucano, diante da repercussão da contratação, afirmou que o TCE determinou o término do contrato com Felipe. A mesma situação com a filha do parlamentar, nomeada para a Corte,
O afastamento de Felipe foi comunicado pelo próprio deputado, em nota divulgada nesta quarta-feira (26) (leia aqui). A exoneração de Caroline Danielle Macena de Oliveira, filha de Rinaldo, que também desempenhava função no TCE com salário equivalente a R$ 4.381,65 também foi anunciada. (Leia aqui)
As contratações foram questionadas, após denúncia publicada no site Top Mídia News. A situação também motivou inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego na sede do TCE, na tarde desta quarta-feira (25).
Confira na íntegra a nota de esclarecimento:
Venho aqui me manifestar sobre os fatos que ocorreram nos últimos dias, envolvendo meu nome e da minha família.
Fui contratado sem vínculo empregatício para prestar serviço ao Tribunal de Contas do Estado por um período certo e determinado de 90 dias.
Não tinha salário fixo de $12000 reais como dizem muitos sites, “a mando de alguém”, que visa antecipar o debate eleitoral com o objetivo de desgastar minha família.
Já trabalhei em empresa local, uma exportadora de sementes de pastagem, fazendo a análise de contratos e elaboração de documentação necessária para a exportação de mercadorias.
Sou formado em Relações Internacionais pela universidade Anhanguera, formado em inglês com o diploma City and Guilds IESOL (COMMUNICATOR B2), espanhol com diploma do Instituto Cervantes Madri (DELE B2) e estudei dois anos Frances na Aliança francesa de Campo Grande.
Iniciei minha pós-graduação em Gestão publica pela UCDB e também estou cursando o 8°semestre de direito na faculdade Anhanguera.
Existem várias empresas estrangeiras que atuam em obras em nosso estado. O tribunal precisava de técnico na área e com a qualificação que possuo. Além disso, iria prestar consultoria e serviços visando a organização do II Encontro Internacional de Direito Financeiro, evento que contará com a presença de vários palestrantes internacionais, a ser realizado pelo Tribunal de Contas.
Não fiz nada de errado, não cometi nenhum tipo de ilegalidade. Mas por respeito àqueles que são meus amigos, àqueles que são eleitores de minha família e que se sentiram ofendidos ou constrangidos, tomei a decisão de rescindir o contrato e já não trabalho mais no Tribunal de Contas.
Com a convicção de que não fiz nada de errado, sigo com minha vida e com a cabeça erguida, lembrando do velho e verdadeiro ditado: “Quem não deve não teme”.
Obrigado àqueles que me deram força nos últimos dias.
Que tenhamos um dia abençoado.
Felipe Nunes
Nota de esclarecimento do Tribunal de Contas http://www.tce.ms.gov.br/por…/lista_noticias/detalhes/19520







