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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Flávio diz que redução salarial deve começar pelo Senado Federal

22 setembro 2015 - 13h14Por Dany Nascimento

Os vereadores de Campo Grande possuem pensamentos diferentes diante de diversos assuntos discutidos durante as sessões ordinárias, mas um assunto faz com que os parlamentares entrem em consenso, quando o tema é a redução do próprio salário.

A proposta de redução de salário dos vereadores da Capital, que deve ser protocolada com a assinatura da população nos próximos dias na Casa de Leis não é recusado diretamente, mas é justificado pelos parlamentares. O presidente interino da Câmara Municipal, Flávio César (PT do B) diz que concorda com a redução, desde que ela seja feita nos órgãos mais fortes como Senado Federal e Câmara dos Deputados.

"O projeto ainda não está na casa, mas precisamos esclarecer alguns pontos porque o salário que recebemos não é definido pelo vereador e sim pela Constituição Federal, com base no salário do deputado estadual. Eu vejo a necessidade do assunto ser debatido no Senado Federal e assim por diante", diz o vereador.

Flavio ressalta que o valor estabelecido, R$ R$ 15.031,00 por mês, leva em consideração que um parlamentar trabalha 24 horas por dia, já que se dedicam ao mandato parlamentar, atendendo a população em diversas regiões.

"Um parlamentar ele trabalha 24 horas porque atende nos bairros, atende no gabinete, não trabalhamos apenas quando estamos nas sessões ordinárias e isso consome tempo integral como é o meu caso. Existem parlamentares que são médicos ou ocupam outras funções, mas no meu caso, eu dedico minha vida ao trabalho parlamentar e agora também estou a frente da presidência agora".

 Além disso, o vereador ressalta que o salário de um vereador da Capital não pode ser comparado com o salário de um vereador do interior, já que a população do interior é inferior a da Capital.

"Não podemos comparar o salário do vereador do interior com o da Capital, aqui a população é muito maior e temos três sessões, diferentes de algumas cidades que as vezes tem uma sessão e no período da noite, deixando o parlamentar livre para se dedicar a uma profissão durante o dia", afirma Flávio.

O efeito cascara foi defendido também pelo vereador Chocolate (PP por liminar), Chiquinho Telles (PSD) e Eduardo Romero (PT do B).