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Política

Fogo amigo: vereadores criticam denúncias sem provas de Jamal

27 outubro 2015 - 11h01Por Izabela Sanchez e Dany Nascimento

Depois das denúncias feitas pelo vereador Jamal Salem (PR) sobre esquema de cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em 2014, acusando o prefeito de financiar votos para se manter no cargo, parlamentares disseram que as acusações não têm subsídios concretos. Na segunda-feira (26), Jamal prestou depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e admitiu não ter provas concretas.

Airton Saraiva (DEM) afirmou que sempre “existem dois lados na história”. “Temos que respeitar o MPE (Ministério Público Estadual) e não levar essas questões de ‘alguém disse’ ou 'ouvi dizer', porque isso não vale”, afirmou.

Ainda assim, Saraiva afirmou que também ‘ouviu dizer’ que Bernal oferecia dinheiro aos vereadores para votarem contra a cassação em 2014. “Eu também ouvi dizer que ele ofereceu dinheiro, mas para chegar ao MPE temos que ter provas concretas. Da minha parte, sobre acusações de compra de voto, mantenho tranquilidade porque meu voto foi baseado nos crimes cometidos por ele”.

O vereador João Rocha (PSDB), que preside a Comissão de Ética da Câmara, afirmou que até o momento a comissão não recebeu nenhuma solicitação por escrito de Jamal Salem. “Como amanhã a comissão deve avaliar, ainda não sei se havia solicitação na defesa por escrito. Se ele fez, a comissão vai verificar como proceder. Todo cidadão é passível de investigação. Nós somos homens públicos, temos que ver o que existe de concreto e apresentar quando necessário, cumprindo assim o nosso dever”, explicou.

Cazuza (PP) foi outro a afirmar não confia nas acusações do ex-secretário de Gilmar Olarte. “Não tem o que apresentar contra o prefeito Alcides Bernal. Não dá pra entender o pensamento do Jamal. Se fosse pra apresentar alguma prova ele tinha que ter feito isso lá no começo, não agora. Fica claro que não existe nada”, garante.