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Política

Foragido, Gilmar Olarte se entrega na 3ª Delegacia de Polícia e fica preso

02 outubro 2015 - 06h48Por Vinícius Squinelo

Foragido da Justiça, o prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar) se apresentou na 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande nas primeiras horas desta sexta-feira (2). No mesmo processo, João Krampe Amorim se entregou ontem à Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Sequestros. Os dois tiveram o pedido de prisão temporária deferido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, assinado pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini.


Conforme informações obtidas pelo Top Mídia News, Olarte se apresentou por volta das 5h30, acompanhado do advogado Jail Azambuja. Ele deve permanecer pelo menos cinco dias preso.


O prefeito afastado foi acusado pelo Ministério Público Estadual de ser líder de organização que articulou a queda de Alcides Bernal do cargo, em 2014, com oferecimentos de cargos e benefícios na prefeitura, além de propinas de ate R$ 1 milhão.


Olarte, assim como Amorim, pode ficar preso por até 10 dias, conforme a Lei n° 7.960/89, que trata sobre a prisão temporária. O processo, instaurado pelo Gaeco como Procedimento Investigatório Criminal n. 18/2015, tem como objeto investigar os crimes de corrupção passiva ativa e passiva, relacionados ao processo, no âmbito da Câmara Municipal, que culminou com a cassação do prefeito Alcides Bernal, em março do ano passado.


O pedido
O pedido de prisão de Gilmar Olarte e de João Amorim, impetrado pelo Ministério Público Estadual e acompanhado de uma medida cautelar que previa o afastamento de 17 vereadores. O documento foi protocolado no dia 22 de setembro de 2015. Na decisão, apenas as prisões temporárias foram permitidas.


O pedido de afastamentos dos vereadores Coringa (PSD), Carla Stephanini (PMDB), Carlão (PSB), Edil Albuquerque (PMDB), Edson Shimabukuro (PTB), Eduardo Romero (PTdoB), Flávio Cesar (PTdoB), Chiquinho Teles (PSD), Gilmar da Cruz (PRB), João Rocha (PSDB), Jamal Salem (PR), Airton Saraiva (DEM), Otávio Trad (PTdoB), Paulo Siufi (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Delei Pinheiro (PSD) e Chocolate (PP) foi indeferido pelo magistrado. (colaborou Geovanni Gomes)