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Política

Fusão de ministérios não 'quebra' meio ambiente e melhora a gestão, dizem bolsonaristas de MS

Na tarde desta quinta-feira, presidente eleito recuou da proposta

01 novembro 2018 - 17h00Por Thiago de Souza

Aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em Mato Grosso do Sul celebraram as primeiras medidas do novo gestor, entre elas a fusão dos ministérios do Meio Ambiente com Agricultura. Eles também descartam que o deputado Alberto Fraga (DEM), condenado por corrupção, seja nomeado em algum ministério.

Na tarde desta quinta-feira (1), o novo presidente recuou da proposta da junção das pastas e destacou que não quer um xiita (ultra engajado) no Ministério do Meio Ambiente. Essa é a segunda vez que Bolsonaro e equipe mudam de decisão sobre o assunto.

O deputado federal eleito, doutor Luiz Ovando (PSL), diz que, em relação a fusão de vários ministérios, Bolsonaro tem uma visão de economia com eficiência, sem acomodação de interesses que não sejam da nação.

Tio Trutis, empresário e humorista eleito deputado federal pelo mesmo partido, disse que o objetivo de juntar as pastas é que todos os gestores falem a mesma língua.

''Os ministérios [Agricultura e Meio Ambiente] não se comunicavam em prol do bem da nação. Cada um queria defender o seu lado'', avaliou. Trutis deu como exemplo a dificuldade de se obter licença ambiental para construir uma pequena central elétrica em uma propriedade rural qualquer.

''É por isso que estamos anos atrasados energeticamente'', explicou.

Coronel David, do mesmo partido, só que deputado estadual eleito, segue com o mesmo pensamento e diz que em MS o governo Reinaldo já uniu as secretarias do Meio Ambiente com o de Produção, e o resultado pode servir de referência para o país.

''A partir do momento que o presidente quer enxugar gastos e diminuir o tamanho do estado, unindo pastas similares e mesmo desempenho de função, a prestação do serviço ao cidadão e o cumprimento de tarefas aumenta e sem burocracia'', refletiu o militar.

Tio Trutis defende fusão de ministérios no novo governo. (Foto: Reprodução Facebook)

Tio Trutis (PSL)  vê outro ponto positivo na fusão de ministérios do governo Bolsonaro.

''O que ocorria na época do PT, que chegou a ter mais de 30 ministérios, era porque o governo queria dar foro privilegiado para alguns políticos e os nomeavam'', criticou o humorista eleito deputado federal.

Aliado condenado

Sobre a suposta indicação do deputado federal pelo DEM, Alberto Fraga, feita por Jair Bolsonaro para assumir a articulação política no novo governo, Luiz Ovando disse que isso não deve acontecer.

''Não vai indicar, isso vai complicar ele. Ele não pode dar duas explicações para um fato, já que prometeu não nomear condenados'', avaliou Ovando sobre as consequências da nomeação de Fraga.

Coronel David e Tio Trutis se recusaram a falar sobre a suposta indicação de Fraga para algum ministério.