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Política

Gaeco aguarda reposta da Câmara para analisar dados bancários de vereadores

24 setembro 2015 - 11h32Por Rodson Willyams e Dany Nascimento

O promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, coordenador do Gaeco, não deve realizar novas oitivas nesta semana e nem semana que vem na sede do órgão. Agora, a investigação pode partir para a terceira etapa que será a análise dos conteúdos dos celulares que foram apreendidos no dia em que a operação foi deflagrada e fazer também a análise dos dados bancários dos nove envolvidos.

Marcos Alex  aguarda uma posição da Câmara Municipal de Campo Grande que até o presente momento, ainda não encaminhou os extratos sobre os pagamentos dos nove vereadores que são investigados na  operação.  

A assessoria de imprensa do Gaeco, explicou que 'não existe um prazo definido' para que a Casa de Leis envie os documentos a sede do órgão. Porém, a Câmara Municipal também não pode demorar, considerando que as investigações feita estão em andamento.

O objetivo é confrontar a folha de pagamento dos vereadores com os dados fiscais e bancários que foram quebrados pela Justiça ou disponível por alguns dos investigados para fazer um comparativo sobre os salários, diárias e férias que foram pagos pela Câmara com alguns pagamento extra feito aos vereadores.

A assessoria ainda revelou que o promotor aguarda os documentos do Instituto de Criminalística, dos aparelhos que foram apreendidos no último dia 25 de agosto de 2015 durante a Operação Coffee Break. Os dados devem ser encaminhados nos próximos dias a sede do Gaeco.

Depoimento

Desde às 9 horas da manhã desta quinta-feira (24), a empresária Elza Amaral está sendo ouvida pelo promotor, ela está acompanhado do advogado do empresário João Amorim, principal investigado pela Polícia Federal e dois advogados vindo de São Paulo.

A assessoria do Gaeco revelou que o depoimento colhido hoje pelo órgão será compartilhado com a Polícia Federal, a qual a empresária também é citada na Operação Lama Asfáltica, ela possivelmente, faria o pagamento de propina a empresários, servidores públicos e a políticos por meio do famoso codinome, 'cafezinho'.