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Política

16/04/2014 17:00

Gaeco confirma apreensões na casa do prefeito Gilmar Olarte

Esclarecimento

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por meio do Ministério Público Estadual (MPE), divulgou ‘Nota Oficial’ nessa quarta-feira (16), confirmando que realizou busca e apreensão de documentos na residência do prefeito Gilmar Olarte, na manhã da ultima sexta-feira (11).


Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, um dos quais na casa do prefeito da Capital. Olarte também foi intimado a depor sobre o caso, mas ainda não se apresentou ao MP.


Além das buscas e apreensões, três pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma fogo: dois guardas municipais e um terceiro homem identificado como Salem Vieira, que faziam a segurança particular do prefeito. Todos foram liberados após o pagamento da fiança.


Na Capital de São Paulo, durante a mesma operação, foi determinada a prisão temporária de Ronan Edson Feitosa de Lima que era comissionado com salário de R$ 5,9 mil por mês e foi lotado na vice-prefeitura, chefiada pelo atual prefeito, Gilmar Olarte (PP).


Ronan está no centro da operação que levou o promotor Marcos Alex Vera, do Gaeco, a intimar Olarte na manhã de ontem para prestar depoimento sobre o caso,após a prisão foi ouvido e liberado na tarde de ontem (15), mas os detalhes não foram divulgados, pois as investigações seguem em sigilo.


Ainda segundo o Gaeco e o MP, os resultados das investigações serão divulgados ao final dos processos de análise dos documentos apreendidos.

Ruim na foto

A divulgação da nota acabou por dar um final ruim para o esforço do líder do prefeito na Câmara, Professor João Rocha (PSDB), que na sessão de terça-feira contrastou a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) que acusava Gilmar Olarte de utilizar do dinheiro público para publicar “Nota de Esclarecimento” na imprensa que considerou “mentirosa”, pois mandado de busca e apreensão não implica em “receber a visita de um promotor público e ser convidado a prestar esclarecimentos”. “Mandado de busca e apreensão implica em intimar a pessoa a prestar depoimento”, concluiu a vereadora.

Confira a nota na íntegra:


"O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), órgão investigativo vinculado ao Ministério Público Estadual, vem esclarecer à população sul-mato-grossense que no último dia 11/04/2014, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, todos em Campo Grande, e um mandado de prisão temporária, na cidade de São Paulo/SP.


As buscas e apreensões e a prisão realizadas foram determinadas pelo Desembargador Ruy Celso Florence, da Turma Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que acolheu pedido cautelar do Ministério Público Estadual.


Dentre os pontos de busca, esteve a residência do atual Prefeito de Campo Grande, local onde foram apreendidos apenas documentos, que estão sob análise. Na mesma oportunidade foi o Prefeito Municipal notificado a designar dia e hora para sua oitiva em declarações, não tendo havido devolutiva do mesmo até o presente momento.


Ainda, por ocasião da operação policial, foram efetuadas as prisões em flagrante de três pessoas, todas por porte ilegal de arma de fogo. Os presos em flagrante foram liberados mediante pagamento de fiança, e responderão pelo delito em liberdade.


Em relação ao preso temporário, cumpre esclarecer que por conveniência da investigação e por ter sido o mesmo ouvido em declarações, na presença de seu advogado, não houve necessidade de prorrogação da medida, tendo tal pessoa sido liberada na data de ontem, quando terminou o prazo da prisão.


Por fim, cumpre esclarecer que as informações prestadas nesta nota se fazem necessárias em razão de especulações acerca do conteúdo da investigação, veiculadas em diversos canais de comunicação social.


Nesse sentido, vale ressaltar que o conteúdo da investigação (e não sua existência), vem sendo mantido em sigilo por imposição legal, para fins de preservar a eficaz colheita da prova e a intimidade de investigados e testemunhas. Por isso, o acesso ao procedimento está restrito apenas aos investigadores, aos investigados e seus procuradores, medida pertinente para evitar que julgamentos antecipados e/ou precipitados sejam feitos.


Por fim, o GAECO esclarece que ao final das investigações serão os fatos devidamente levados ao conhecimento do Poder Judiciário, responsável pela análise e julgamento dos eventuais investigados, bem como da sociedade sul-mato-grossense.


Atenciosamente,


GAECO"

*Matéria editada às 18:35 para ajuste de informações

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