quinta, 15 de janeiro de 2026

Busca

quinta, 15 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Política

01/09/2015 12:52

Gaeco convoca investigados da Coffe Break e retoma oitivas nesta quarta-feira

O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) Marcos Alex Vera de Oliveira deve ouvir a partir desta quarta-feira (2) os investigados da Operação Coffe Break, na sede do Gaeco, em Campo Grande.

Segundo a assessoria de imprensa do Gaeco, as oitivas começam amanhã e serão ouvidos no máximo duas pessoas por dia. No último dia 25 de agosto, os agentes cumpriram 13 mandados de condução coercitiva expedido pela Justiça à nove vereadores, um ex-vereador e três empresários. Celulares chegaram a ser apreendidos no dia.

Todo os investigados foram colocados em salas diferentes e ouvidos um por um pelo promotor em um local separado. O objetivo era garantir que os envolvidos não combinassem versões sobre o que estava sendo investigado. No mesmo dia, uma coletiva de imprensa foi realizada, e o promotor afirmou que alguns vereadores chegaram a cair em contradição sobre alguns pontos e por esta razão seriam ouvidos novamente.

Durante a fase inicial da Operação Coffee Break foram ouvidos os vereadores Edson Shimabukuro (PTB), Carlão (PSB), Airton Saraiva (DEM), Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque(PMDB), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), o presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), o ex-secretário municipal de saúde Jamal Salem, o ex-veador Alceu Bueno, e os empresários João Amorim, principal envolvido na Lama Asfáltica, ao lado do genro, João Baird. Há também Fábio Portela Machinsky, ex-diretor de administração e finanças do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI), que segundo a investigação seria ligado a Baird.

Na semana passada, em entrevista à imprensa, o procurador-geral de Justiça, Humberto Brittes, afirmou que os investigados na Operação correm o risco até de serem presos pela polícia. E que os suplentes dos vereadores envolvidos já poderiam solicitar a vaga na Câmara Municipal dos vereadores investigados no caso.

Ontem (31), o presidente atual da Casa de Leis, Flávio César, do PT do B, explicou que cabe a Procuradoria-Geral da Câmara analisar o caso e decidir se seguirá a recomendação do MPE sobre quebra de decoro parlamentar dos parlamentares investigados na operação. 

Operação Coffee Break - É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como prinicipal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos. 

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flagraram conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive econômica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.  

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias