Informações extraoficiais apontam que os nove vereadores que tiveram mandado de condução coercitiva expedido durante a Operação Coffee Break poderão ser ouvidos ainda nesta semana na sede do Gaeco, do Ministério Público Estadual. O mesmo ainda se aplicaria ao prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, que foi afastado pela Justiça, no mesmo processo em que o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, do PMDB, que permanece impedido de entrar no prédio da Casa de Leis. Porém, o MPE não confirma a informação,
A reportagem encontrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual que explicou que como a partir de agora, o processo está sob segredo de Justiça, nenhuma informação será repassada sem autorização do promotor que investiga o caso, Marcos Alex Vera de Oliveira. "O Gaeco não fará nenhuma divulgação sobre quando será o depoimento dos envolvidos e nem sobre o horário ou dia em que irão prestar os depoimentos".
Operação
No dia 25 de agosto, nove vereadores, um ex-vereador, e mais três empresários foram detidos na Operação Coffee Break que investiga suposta compra de votos e obtenção de vantagens entre os políticos e empresários envolvidos e o resultado teria influenciado a Comissão Processante que cassou o atual prefeito Alcides Bernal em março de 2014.
Durante a coletiva de imprensa na Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, o coordenador do Gaeco, Marcos Alex, afirmou que inicialmente, durante os depoimentos, alguns vereadores que possuem mandato caíram em contradição, e com isso, alguns poderiam ser chamados novamente para prestar esclarecimentos sobre a investigação. Esses depoimentos começariam hoje na Capital.
Na semana passada, em entrevista, o procurador-geral de Justiça, Humberto Brittes, afirmou que os investigados na Operação correm o risco até de serem presos pela polícia. E que os suplentes dos vereadores envolvidos já poderiam solicitar a vaga dos vereadores que são investigados no caso.
Na lista estão 13 denunciados, foram ouvidos até então os vereadores Edson Shimabukuro (PTB), Carlão (PSB), Airton Saraiva (DEM), Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque(PMDB), Chocolate (PP), o presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), Gilmar da Cruz (PRB), o ex-secretário municipal de saúde Jamal Salem, o ex-veador Alceu Bueno, e os empresários João Amorim, principal envolvido na Lama Asfáltica, ao lado do genro, João Baird. Há também Fábio Portela Machinsky, ex-diretor de administração e finanças do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI), que segundo a investigação, o empresário seria ligado a Baird.







