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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Gaeco ouve cinco pessoas nesta semana: Zorzo, Carla, Naegele, Puccinelli e Silveira

10 setembro 2015 - 09h02Por Dany Nascimento e Rodson Willyams

Mais cinco pessoas devem prestar depoimento entre hoje (10) e amanhã (11) na Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

A primeira a depor hoje, é a ex-titular da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Juliana Zorzo,  que chegou ao local por volta das 8h30 e disse que não recebeu benefícios para votar a favor da cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março do ano passado. Zorzo foi nomeada na gestão do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar). "Não conheço João Amorim (pivô da Operação Lama Asfáltica) meu voto aconteceu de forma independente no dia da cassação do Bernal", disse Juliana.

A segunda a ser ouvida hoje, será a vereadora Carla Stephanini (PMDB) que deve chegar à sede do Gaeco às 10h15.

No período da tarde, o empresário Carlos Eduardo Naegele, dono do jornal Midiamax, presta depoimento, já que foi flagrado em interceptações telefônicas, realizadas pela Polícia Federal, dialogando com o empreiteiro João Krampe Amorim, pivô da Operação Lama Asfáltica. Ele já falou ao Ministério Público, mas alegou que nada tem a ver com as investigações da Coffe Break.

De acordo com as investigações, Naegele mantém uma relação próxima com o empreiteiro e em algumas ligações, aparece conversando com o empreiteiro sobre a cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. No primeiro depoimento, o empresário afirmou que está envolvido na Operação apenas na condição de testemunha.

Amanhã (11), o ex-governador André Puccinelli (PMDB) deve ser ouvido pelo coordenador do Gaeco, promotor Marcos Alex Vera de Oliveira às 9 horas. No período da tarde, Cristóvão Silveira deve fechar os depoimentos da semana.

Operação Coffee Break

É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como prinicipal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos.

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flararam conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive ecônomica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.