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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Gaeco pede afastamento de vereadores que ocultaram celulares pessoais

10 novembro 2015 - 18h42Por Diana Christie

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) solicitou o afastamento dos vereadores Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), e Edson Shimabukuro (PTB) por ocultar aparelhos celulares de uso pessoal durante a deflagração da Operação Coffee Break.

A análise do relatório apresentado pela perícia demonstrou que Shimabukuro teria entregado ao Gaeco o celular de sua esposa, Ivete Asato Shimabukuro, obstruindo as investigações de forma deliberada, uma vez que utiliza outro aparelho, vinculado a uma linha diferente da entregue à polícia.

Carlão, porém, teria entregado um celular de trabalho, pouco usado. Durante o período investigado, o Gaeco inclusive identificou mensagens enviadas pelo vereador para outros parlamentares que teriam partido de sua verdadeira linha de uso pessoal.

Considerando que Carlão e Shimabukuro tiveram tempo para adulterar as possíveis provas deixadas nos aparelhos, o promotor de Justiça, Marcus Alex Vera, solicitou a suspensão da função pública e a proibição do acesso à Câmara Municipal e descartou novo mandado de busca e apreensão.

Em sua decisão o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva abriu prazo para que os parlamentares apresentem defesa e concedeu decisão  favorável ao vereador Otávio Trad (PT do B), para que ele tenha acesso ao conteúdo das mensagens que foram colhidas de seu celular durante a investigação.

Segundo o MPE (Ministério Público Estadual), os laudos periciais resultaram em mais de 400 páginas de conversas, provenientes de diversos mensageiros instantâneos, mas cerca de 90% do material não possui nenhuma relação com a investigação e devem ser descartados, conforme determina a Lei.