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Longe da Câmara Municipal há 15 anos, vereador eleito diz: 'ganhei na loteria'

Valdir Gomes promete uma gestão voltada, principalmente, ao cuidado com os idosos e para melhorias na educação

5 NOV 2016
Rodson Willyams
17h59min
Foto: Geovanni Gomes

Eleito para a próxima legislatura, Valdir Gomes, do PP, pretende trabalhar em duas frentes na Câmara Municipal como vereador: uma voltada para os idosos e outra ligada à educação. O novo parlamentar disse que ficou surpreso por ser eleito ao disputar com mais de 700 candidatos o pleito deste ano. Valdir retorna à Casa de Leis depois de 15 anos. 

"Acho que tirei na loteria. Fui vereador há 15 anos e fiquei muito tempo afastado. Considerando a média de ter um pouco mais de 700 candidatos disputando essa eleição, eu ser eleito foi ganhar na loteria", comentou. 

Apesar de ter duas frentes de trabalho, Valdir garante que será vereador de 'toda Campo Grande'. "Tive voto na cidade inteira, por isso, não tenho uma região. Vou cuidar da cidade inteira", afirma. E continua, "quem foi eleito agora vai ter que trabalhar. Não tive apoio nenhum e acho que o que contou muito foi o meu trabalho, a minha conduta com o trabalho público e claro com as pessoas. Tive companheiros que foram vereadores comigo e não conseguiram chegar. Então, acho que a população foi muito inteligente com essa renovação". 

Entre os principais trabalhos, Valdir deve se dedicar aos idosos, uma vez, que cuida do Centro de Convivência do Idoso (CCI) Vovó Ziza, em Campo Grande. "Apesar de ter esse centro que eu cuido no momento, acredito que isso não é tudo. A cidade carece de espaço e a cidade tem obras abandonadas de anos, que poderiam ser transformadas em um Centro de Idoso, ou quem sabe, em um centro esportivo para a criança".
 
Outro ponto está ligado à educação. "Sou educador, tive um acompanhamento de inúmeros diretores. Não tive um comitê, cabos eleitorais contratados, eu tive pessoas que acreditaram em mim. Já mantive contado com a ACP (Sindicato Campo-Grandenses dos Profissionais de Educação Pública), vou defender a bandeira da educação, do educador. Sei das dificuldades que eles passam, a nossa educação é falha e ela precisa ser melhorada. Tem projetos importantes que precisam ser aprovados como a eleição para diretor, tem o piso que tem que ser cumprido, ou seja, tem algumas coisas que eu vou olhar de forma mais especial". 

Há ainda a questão da urbanização de Campo Grande. Segundo Valdir, a cidade precisa mudar um pouco a 'cara'. "Nós temos aqui diversas praças e, neste ponto, a gente vê que cidades do interior ganham de Campo Grande. Neste aspecto de urbanização, hoje vemos que não há manutenção. Tem ainda o Horto Florestal que reformei com muitas dificuldades, ou seja, a população precisa reconhecer a cidade como uma Capital". 

O vereador eleito ainda destacou o abandono de um dos principais cartões portais de Campo Grande. "Nós temos a Avenida Afonso Pena, vejo que os canteiros da via estão feios, lá não é só podar. As plantas que ficam em baixo estão completamente secas. Então, assim, não se trata só de embelezar a cidade, mas tem muita coisa que precisa ser olhada. Hoje a gente percebe pessoas morando na rua, coisa que não existia antes".  

Sem Crise 
Em julho deste ano, Valdir Gomes foi vítima de comentários homofóbicos. O caso veio à tona após conversas de WhatsApp de parlamentares serem divulgadas pelo Ministério Público Estadual, no processo da Operação Coffee Break. 

Nos celulares apreendidos, os investigadores encontraram um grupo de WhatsApp formado por diversos vereadores, onde eles comentavam, em tons grosseiros e homofóbicos, a indicação do carnavalesco Valdir Gomes para a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).

O fato gerou polêmica. Valdir foi até à Câmara Municipal para tomar satisfação e recebeu um pedido de desculpas do atual presidente da Câmara Municipal, João Rocha, do PSDB. 

À reportagem, Valdir explicou que uma ação está em tramitação no Judiciário, mas que o fato de ser eleito não deve prejudicar a sua relação com os demais parlamentares no próximo ano, na Casa de Leis. 

"Esse é assunto que está no Judiciário, me senti ofendido e a Câmara não teria que cuidar desses assuntos ligados a minha vida particular. Se eu fosse uma pessoa que tivesse o meu nome na boca do povo, eu nem eleito seria. Então, tem vereadores que vão compor comigo na Câmara, mas vou manter a minha relação de boa. A conduta vai dizer quem é quem e não vou fazer conchavos políticos. Na investidura como vereador, a minha responsabilidade é maior". 

Por fim, Gomes ainda destaca o fato de integrar a segunda maior bancada da Câmara, formada por três vereadores do PP. "Agradeço a esse partido que me colocou de volta. Vou fazer a diferença nesta bancada e lutar por Campo Grande", finalizou. 

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