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terça, 22 de setembro de 2020
Política

Quanto custa? Gastos da bancada federal de MS já superam a casa dos R$ 3 milhões

Deputados e senadores, além dos salários de R$ 33,2 mil, ganham R$ 151,2 mil por mês para pagar comida, alugueis, viagens e assessores

15 abril 2019 - 17h00Por Celso Bejarano, de Brasília

A bancada de Mato Grosso do Sul – senadores (3) e deputados federais (8) – já consumiu R$ 1,4 milhão de recursos a que têm direito, contando o salário mensal de R$ 33.763,00, entre fevereiro e março, dois meses da 56ª legislativa da Câmara dos Deputados.

A soma é bem mais elevada, já que nem todos os parlamentares sul-mato-grossenses declararam quanto gastaram, ao certo, da cota parlamentar e das chamadas verbas de gabinete, além do auxílio-moradia.

Cada um tem um repasse mensal, conhecido como cotão, de R$ 111.675,59. Ou seja, além dos gastos já declarados até agora, eles podem ter usado outros R$ 1.786.809,44, quantia que os deputados e senadores pagam às pessoas que trabalham em seus gabinetes.

Somados, os dois montantes superam com folga a casa dos R$ 3 milhões. O TopMídiaNews fez o cálculo dos gastos até ontem, domingo (14). Os dados podem ser modificados de um dia para o outro.

COMO FUNCIONA

Por regra da Câmara Federal, o deputado ou senador de MS recebe R$ 33,2 mil de salários; R$ 40.542,82, que vem da conhecida cota para o exercício da atividade parlamentar, soma gasta com alimentação, divulgação de mandato, alguém de carro e escritório político e os R$ 111.675,59, que é a quantia paga a ele por meio da verba de gabinete.

Os R$ 111,6 mil mensal paga os assessores de deputados e senadores – cada um pode contratar até 25 secretários parlamentares com remuneração que varia de R$ 1.025,12 até R$ 15.698,32.

Aos deputados e senadores que não moram nos imóveis cedidos pelo Congresso Nacional são destinados, por mês, R$ 4.253,00. Juntando todos os números, cada parlamentar custa aos cofres públicos, em torno de R$ 190 mil. Livre, ou líquidos, os deputados e senadores ganham de salários R$ 24,9 mil.

OS GASTOS

De acordo com a Câmara dos Deputados, que disponibiliza os gastos dos 513 parlamentares da Casa, o deputado federal Beto Pereira (PSDB) consumiu, em dois meses, contando com os salários, R$ 147,9 mil. Ele não mora em imóvel funcional, portanto recebeu R$ 8,5 mil para custear a sua moradia em Brasília. 

Estreante na política, a deputada Bia Cavassa (PSDB) gastou R$ 146,8 mil, segundo informações divulgadas pela Câmara dos Deputados.

O deputado federal Fábio Trad (PSD), R$ 320,5 mil. O parlamentar foi um dos poucos da bancada de MS que já declarou seus gastos incluindo na conta o cotão, recurso destinado a pagar os assessores parlamentares. Nota-se que o deputado não gastou todas as verbas destinadas ao parlamentar no período, que chega perto dos R$ 380 mil, no caso.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que ainda não juntou os gastos da verba de gabinete, gastou R$ 197,2 mil. Ele e os deputados federais Fábio Trad e Vander Loubet (PT) receberam salários da Câmara já em janeiro porque foram reeleitos.

A deputada Rose Modesto (PSDB) teve um gasto que somou em torno de R$ 325 mil. Ela incluiu no balanço R$ 167,2 mil, dinheiro vindo da cota de gabinete para pagar os dois meses de salários de seus assessores.

Luiz Ovando, o doutor Ovando, deputado federal do PSL, declarou à Câmara ter gastado até agora R$ 86,6 mil, mas sem a conta do seu gabinete – cada deputado pode gastar até R$ 111,7 mil por mês.

Tio Trutis, também do PSL, informou à Câmara que gastou entre fevereiro e março R$ 85,9 mil. O deputado, contudo, também não incluiu em seu relatório quanto gastou da cota do gabinete.

Deputado Vander Loubet (PT), informou ter gastado R$ 204 mil nos dois últimos meses, mas é outro parlamentar que ainda não declarou os gastos da verba de gabinete.

SENADORES

As contas dos três senadores de MS – Soraya Thronicke (PSL), Nelson Trad Filho (PSD) e Simone Tebet (MDB) - também estão incompletas por eles não terem juntado a conta total o que gastaram da cota de gabinete.

Contando com os salários, o senador Nelson Trad gastou, entre fevereiro e março, R$ 115 mil, conforme os dados publicados no site da transferências até a noite de domingo (14).

Soraya Thorincke, R$ 111,8 mil, e Simone, que recebeu três salários de janeiro para cá por já ocupar mandato de senadora, declarou esta quantia: R$ 182,8 mil.

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