Parceria público-privada para ampliação e gestão do Hospital Regional de MS, em Campo Grande, recebeu selo que atesta atendimento aos padrões mundiais de sustentabilidade ambiental, social e governança.
O fato foi celebrado pela gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas) e trata-se do Selo FAST-Infra.
"Este é um projeto ambicioso e desafiador. Apresentamos uma proposta consistente, baseada em referências relevantes e alinhada ao modelo de gestão que estamos implementando, sustentado nos quatro pilares do Governo, que orientam todas as nossas ações nos municípios", afirmou, segundo a divulgação do Governo de MS.
PPP
A PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é o primeiro projeto da área de saúde no Brasil e o quarto do país a receber a certificação.
A parceria para o HR prevê a construção de novos blocos e a reforma das instalações existentes, aquisição, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico, engenharia clínica, Central de Material Esterilizado (CME), nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas, além da administração e gestão de todos os serviços de apoio.
O contrato, garante o governo, prevê soluções sustentáveis e inovadoras, como energia fotovoltaica, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia. Tudo isso pautado pela melhoria contínua na qualidade dos serviços, com base em indicadores de desempenho.
Presente à cerimônia na Governadoria, o secretário de Saúde, Maurício Simões, enfatizou que a Saúde envolve muito mais do que estrutura física.
"Trata-se de administração, gestão e parcerias. Estamos há mais de um ano trabalhando nesse projeto, graças ao empenho de equipes técnicas e da articulação entre diferentes setores. Hoje, com essa certificação, estamos muito próximos de consolidar um marco para a saúde de Mato Grosso do Sul. O selo vem ao encontro de uma realidade concreta: a gestão sustentável de hospitais. Esse é um tema presente em congressos nacionais e internacionais de saúde, envolvendo não apenas a assistência, mas também a forma como os hospitais são edificados e geridos. É fundamental lembrar que uma unidade hospitalar funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. Ao adotar essa proposta de sustentabilidade, sinalizamos para a iniciativa privada e para a sociedade o que queremos para o futuro da saúde: qualidade na assistência, aliada à responsabilidade ambiental e social", frisou.
Ainda segundo a divulgação, para obter o selo, o projeto foi rigorosamente avaliado em critérios ambientais, de resiliência, sociais e de governança. A certificação foi conquistada graças a iniciativas de compromisso ambiental e práticas adotadas em sua estruturação, que resultam em contribuições positivas em cinco áreas principais.
Na mitigação das mudanças climáticas, o projeto está alinhado ao Plano Estadual MS Carbono Neutro e prevê que 20% da energia do hospital seja proveniente de fontes renováveis. No campo da economia circular e eficiência de recursos, destaca-se a adoção de um sistema de tratamento de resíduos por micro-ondas, capaz de processar 438 toneladas por ano e reduzir em 146 toneladas o volume enviado a aterros.
Na prevenção e controle de poluição, as ações incluem investimentos em energia renovável, gestão de resíduos, tratamento de efluentes, uso racional da água, controle de vetores, auditorias e programas de educação ambiental.
Em inclusão e gênero, o projeto assegura que 23% dos trabalhadores sejam oriundos de grupos vulneráveis, além de garantir o mínimo de 40% de mulheres no Conselho de Administração. Já em saúde e segurança, a certificação contempla a expansão da infraestrutura em 60%, a redução do tempo médio de permanência hospitalar de 7,1 para 5,3 dias, o aumento da rotatividade e a capacidade de alcançar 132 mil atendimentos anuais.







