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Política

Gilmar da Cruz revela ligação com pastor Olarte ao Gaeco

29 setembro 2015 - 12h18Por Dany Nascimento

Mesmo negando ter participado de um esquema para cassar Alcides Bernal, em março de 2014, o vereador Gilmar da Cruz (PRB) confirmou que encontrava Gilmar Olarte (PP por liminar) nas reuniões do Conselho de Pastores antes da cassação de Bernal, já que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e Olarte é pastor da Adna (Assembleia de Deus Nova Aliança).

 

A declaração do parlamentar consta no documento de Termo de Declaração, com depoimento dado após o mandado de condução coercitiva  realizado no dia 25 de agosto de 2015, quando os nove vereadores foram detidos para prestar esclarecimentos ao promotor Marcos Alex Vera, como parte das investigações na Operação Coffee Break.

 

Conforme o Procedimento Investigatório Criminal n. 18/2015, revelado com exclusividade pelo Top Mídia News, o vereador foi ouvido na condição de investigado e mesmo, participando de encontros evangélicos com Olarte, nega que houve esquema que culminou na cassação de Alcides.

O parlamentar destacou que, segundo ele, não existiram ofertas de favorecimentos feitas por Olarte, já que seu partido perdeu espaços na gestão do prefeito afastado. Porém, o parlamentar não soube dizer se o presidente municipal do partido, Antônio Vaz, teria participado de reuniões com Olarte para tratar da cassação.

Gilmar da Cruz alega, durante o depoimento, que não foi convidado para reuniões para tratar da cassação e disse ainda desconhecer o principal investigado pela Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica e investigado na Operação Coffee Break, João Amorim.

Além disso, o vereador afirmou que não houve diálogos com o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) sobre a cassação de Bernal. Questionado sobre integrar a base de Bernal na Câmara e votar a favor da cassação, Gilmar afirma que o voto foi decidido em consenso com o PRB.