Durante lançamento do concurso cultural “Mato Grosso do Sul: Um Olhar da Juventude”, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) exigiu celeridade do Congresso Nacional para votar a reforma política e elogiou as manifestações realizadas neste domingo (12) pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra o Governo Federal.
De acordo com ele, os protestos que levaram cerca de 12 mil pessoas para a região central de Campo Grande são legítimos e demonstram que a população está engajada politicamente. Apesar da falta de comprometimento com os problemas locais por parte dos manifestantes, como mostrado pelo Top Mídia News, Reinaldo destacou que as cobranças atingem todas as esferas.
“Democracia é isso. Você dar liberdade para as pessoas se expressarem a qualquer momento, sobre qualquer governo seja no nível municipal, estadual ou federal. Isso mostra que a população não está aceitando algumas questões que são colocadas. Ela se expressa e se manifesta. Isso faz parte da democracia que se consolida no Brasil”, destacou.
Ainda sem ter certeza se poderá concorrer à reeleição em 2018, o governador tucano também cobrou celeridade do parlamento federal para votar aspectos importantes da reforma política em tramitação no Congresso, em especial nos pontos sobre o fim das coligações proporcionais, modelos de votação como a eleição distrital e o fim da reeleição para o executivo e coincidência das eleições.
“A reforma política está avançando em alguns pontos, mas precisa avançar com mais rapidez, pois no ano que vem nós teremos as eleições municipais e nós precisamos ter um posicionamento do Congresso sobre quais os regramentos dessas eleições e quais as mudanças vão ser implementadas”, enfatizou.
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) também classificou as manifestações como “legítimas, ordeiras e pacíficas” e alertou que o político que não ouvir as vozes das ruas terão grandes dificuldades em tocar o mandato. Ele destacou mudanças na legislação como o orçamento impositivo e revelou que apoio o voto distrital que fortaleceria partidos maiores como o PMDB.







