O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu na quinta-feira (8), liminar proibindo que vinculem o nome do governador André Puccinelli à cassação do mandato do prefeito eleito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em 12 de março.
O desembargador Julio Siqueira Cardoso acolheu o Agravo de Instrumento interposto pelos advogados do governador contra o informativo “A Voz do Povo” e panfletos contendo informações consideradas inverídicas e ofensivas à suas honra e imagem, por associarem o nome de André Puccinelli à cassação de Bernal. Tanto o informativo quanto os panfletos são de responsabilidade do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança (Seevig) e da Associação de Orientação e Defesa da Cidadania Feminina.
O pedido de tutela formulado pelos advogados do governador, Flávia Moya Pelegrini e Félix Jayme Nunes da Cunha, aprovado pelo desembargador, determina que os requeridos réus abstenham de realizar divulgar, citar ou fazer qualquer menção do nome de Puccinelli como mentor da cassação do mandato do ex-prefeito Alcides Bernal.
A decisão do TJMS repele a anterior tomada pela juiza substituta da 7ª Vara Cível de Campo Grande, Melyna Machado Mescouto Fialho, no dia 30 de abril, que havia rejeitado a concessão da liminar solicitada.
As atitudes de comando ostensivos, comuns ao governador, como quando influi e faz questão de usar de sua presença em evento de eleição da presidência da Câmara, de forma até ameaçadora, e outras como a reunião organizada em seu gabinete com o prefeito empossado, seus secretários nomeados até aquela data, políticos ligados ao governador e membros de seu staff levam a acreditar em sua ligação com a estratégia montada para culminar com a cassação de Bernal.
O suposto golpe, também foi criticado pelo sindicato e associação em outdoors espalhados pela cidade, que davam total apoio ao prefeito cassado. Sobre este material de divulgação, o TJ não se pronunciou.







