Audiência pública discutiu a possibilidade de governo de MS e Prefeitura unificarem a regulação de pacientes a fim de reduzir a espera por leitos, em Campo Grande.
O debate ocorreu na sexta-feira (24), na Câmara Municipal. Conforme a divulgação, o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB), presidente da Comissão Permanente de Saúde, afirmou que o maior ganho será da população. Ele vê possibilidade de abrir até 100 leitos na Capital por meio de contratualizações.
''Estamos vendo um caminho confluindo na busca de soluções conjuntas. O objetivo é colocar o paciente certo, no lugar certo e no tempo necessário'', destacou.
Ainda segundo divulgado, o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, apresentou a proposta de integrar definitivamente toda a regulação de Mato Grosso do Sul, com foco nas necessidades individuais dos pacientes. O projeto inclui a Macrorregião Centro, que abrange Campo Grande, e pretende envolver todos os municípios, não apenas os maiores.
Já o médico Rodrigo Quadros, especialista em Regulação, explicou que hoje as centrais estão “desarticuladas e burocratizadas”, sem comunicação direta entre Município e Estado. A ideia é criar um complexo regulador único, com decisões técnicas e compartilhadas, baseadas em protocolos padronizados. “O foco precisa deixar de ser a doença e passar a ser o paciente”, afirmou.
O vereador Papy, presidente da Câmara, destacou a importância de aproximar Estado e Município na busca de soluções para a crise da saúde. Já o coordenador municipal de Regulação, Yama Higa, lembrou que o bom funcionamento da saúde estadual depende da boa gestão na Capital. “Campo Grande e Estado precisam andar juntos nessa nova regulação compartilhada”, disse.
A defensora pública Eni Maria Diniz alertou para o aumento das ações judiciais pedindo leitos hospitalares e defendeu urgência na implementação do novo modelo. O coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos, pediu mais transparência sobre o número de vagas e leitos disponíveis.
Foi dito também que o superintendente do Ministério da Saúde MS, Ronaldo Costa, reforçou que o SUS precisa funcionar de forma integrada e criticou o subaproveitamento de equipamentos hospitalares. “Campo Grande recebeu R$ 100 milhões em equipamentos, mas a oferta de serviços não acompanhou os investimentos”, pontuou.
A presidente da Santa Casa, Alir Terra, destacou que a regulação é essencial para organizar o fluxo de pacientes e melhorar a qualidade dos serviços. Já o Hospital de Câncer Alfredo Abraão informou que possui 20 leitos ociosos, que poderiam ajudar a desafogar outras unidades.







