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Gravação de áudio comprova articulação política para cassação, afirma Bernal

Comissão Processante

23 DEZ 2013
Vanessa Ricarte
19h30min
Fotografia: Geovanni Gomes

Questionado sobre o não comparecimento à Câmara Municipal para realizar sua defesa, o prefeito Alcides Bernal afirmou que a decisão de não ter ido, em sua opinião, é porque estaria legitimando os trabalhos da Comissão Processante. "Essa Comissão Processante tem a clara finalidade de ser politicagem. Não tem fundamento", afirmou.

 

O prefeito apresentou uma gravação que, de acordo com Bernal, é legal e sua origem é proveniente de pessoas que também participavam das manobras, mas não citou nomes, apenas o de Raimundo Nonato, um dos denunciantes.

 

A gravação continha os nomes do vice-prefeito, Gilmar Olarte, em que estaria firmando aliança com o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho. A única fala em que se refere diretamente ao prefeito foi "Vamos tirar o Bernal de lá".

 

Para Alcides Bernal, "a Comissão Processante deveria ser chamada na verdade de Comissão de Execução Sumária, um atentado à democracia e um golpe político em Campo Grande".

 

De acordo com o prefeito, o próximo passo é levar a gravação e demais documentos em que, segundo ele, legitimam seu mandato. "Vou levar tudo ao Ministério Público e à Polícia Federal", avisou.

 

Questionado sobre o balanço de obras na Capital e se a Processante o tirou o foco dos reais problemas da cidade, Bernal disse que a CP prejudicou seu desempenho como gestor. "Atrapalhou todo o foco do parlamento municipal, pois é difícil trabalhar sob ameaça de cassação o tempo todo."

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