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Grazielle Machado denuncia ameaças e é escoltada por PM durante campanha

Parlamentar afirma que acionou a Polícia Militar para conter 35 homens que faziam ameaças verbais

29 AGO 2016
Dany Nascimento
10h22min
Foto: Reprodução

A relação política entre o PSDB  e o PR anda estremecida no interior do Estado. É o que garante a deputada estadual Grazielle Machado (PR), que alegou ter sido ameaçada por defensores tucanos no município de Fátima do Sul. Grazielle disse ao TopMídiaNews que a 'guerra' existe devido a candidatura de sua mãe, Ilda Machado para a prefeitura do município.

"Minha mãe é candidata, mas os defensores do candidato Júnior do PSDB não respeitam isso e estão atacando a gente todos os dias. Como meus pais e avós moram aqui, eu sempre venho para a região, fico na Capital nos dias de sessão ordinária na Assembleia e na sexta-feira eu venho para Fátima do Sul que é a minha terra natal", diz a deputada.

A parlamentar relata que deixou a residência dos pais para buscar uma encomenda e no momento em que sentou em uma sorveteria, foi ameaçada por um grupo de 35 homens. "Eu fui buscar um chapéu que encomendei e sentei para tomar um picolé. No mesmo momento, uma mulher do 45 que estava embriagada não gostou da minha presença e chamou  35 homens que vieram pedir para eu sair do local. Eu continuei ali porque não poderia me acovardar, até mesmo pelo cargo que ocupo e pelas pessoas que eu represento, fazendo valer o direito de ir e vir, não sai do local".

Grazielle garante que todos que estavam no local, começaram a fazer ameaça verbal e acionou a polícia. "Eles começaram a me ameaçar e eu chamei a polícia, era minha única defesa naquele momento. Eles reagiram até mesmo a presença da polícia no local".

Ao relembrar a cena, a deputada destaca que vai registrar um boletim de ocorrência e diz que lamenta a atitude dos defensores do PSDB, já que ambos caminham de mãos dadas em Campo Grande. "Eu lamento muito essa atitude do 45 porque em Campo Grande estamos juntos, como aqui os dois partidos tem candidato, ambos deviam se respeitar e não partir para a agressão. Isso não é política".

A deputada afirma que acredita que diversos membros do PSDB devem se sentir envergonhados diante de situações como essa e destaca que campanha eleitoral não pode ser considerada uma guerra. "Eu lamento muito a situação, acredito que muitos membros do PSDB se sentem envergonhados com essas atitudes, não temos que fazer com que a campanha eleitoral seja uma guerra. A campanha eleitoral é uma conquista da democracia, não podemos retroceder".

Durante a campanha eleitoral, Grazielle afirma que já percorreu diversos municípios para apoiar candidatos do Partido Republicano. "Eu sempre estou pela minha região, visitei também a Grande Dourados, Vicentina, Conesul, sempre estou perto do meu reduto eleitoreiro".

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