Campo Grande está prestes a viver um caos pleno. A greve de motoristas de ônibus, já em curso, a paralisação da Odontologia e a possível greve de médicos e da Enfermagem do SUS formam um cenário de instabilidade crescente. Soma-se a isso o vale-alimentação da Guarda Civil Metropolitana, que segue pendente de pagamento.
No transporte coletivo, em todos os ambientes políticos, o motivo da greve é uníssono: falta diálogo, articulação e capacidade de gerenciar um município pela gestão Adriane Lopes. A paralisação dos ônibus, portanto, não é um fato isolado, mas parte de um contexto mais amplo de desgaste administrativo.
No mesmo caldeirão de dessabores, surge a greve da Odontologia, prevista para esta quarta-feira (17). O cenário da categoria é caótico: começa com a falta de insumos para atendimento, passa por um plano de carreira inadequado e chega aos salários defasados. A situação reforça a percepção de desorganização na área da saúde.
Ainda nesse contexto, há a possível greve da Enfermagem e dos médicos do SUS em Campo Grande. Os respectivos conselhos regionais já alertaram que a falta de materiais e remédios pode fazer a saúde colapsar nos próximos dias. A retirada de gratificações, sobretudo no período de Boas Festas, é igualmente uma das principais queixas dos trabalhadores.
O desrespeito da gestão é tamanho que, nesta terça-feira (16), foi descoberto que o vale-alimentação dos guardas civis metropolitanos está em atraso. Previsão de solução? Nenhuma.

Greve virou crise política para Adriane (Foto: Instagram e Marco Codignola)
Política
O colapso dos serviços públicos e a crise financeira se revelam também na esfera política. A perda contínua de apoio na Câmara (Carlão Comunitário e Professor Riverton) são dois exemplos.
A agressão e prisão de manifestantes que protestavam contra a prefeita, na noite de 29 de novembro, na 14 de Julho, foi considerada outra marca negativa para a prefeita. A fala dela, criminalizando os ativistas, ficou pior ainda.

Falta de remédios virou pesadelo na gestão Adriane (Foto: divulgação PMCG)
É segredo!
O escândalo da Folha Secreta, que mostra salários fartos a pastores da igreja onde Adriane congrega, dão um ''toque especial'' à tragédia anunciada. Buracos, enchentes e contratos suspeitos com empresas investigadas não ficam por menos.
Censura
O misto de desespero e arrogância levou a gestão Adriane a evitar o público e se esconder. Mas o pior veio quando a prefeita – ou seus apaniguados – decidiram por usar da censura, impedindo a entrada da equipe do TopMídiaNews em uma entrevista coletiva para falar sobre a greve dos ônibus. Diante de tantas frentes de crise, a cidade assiste a um governo acuado, sem diálogo e cada vez mais distante da população.







