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Greve movimenta 5 mil pessoas no centro de Campo Grande; organização espera 20 mil

Entre outras pautas, eles lutam contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro

14 JUN 2019
Luis Abraham e Maressa Mendonça
11h10min
Foto: André de Abreu

Centenas de pessoas se reúnem na manhã desta sexta-feira (14) no entorno da Praça do Rádio, em Campo Grande em prol da paralisação nacional. Entre outras pautas, eles lutam contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a organização do evento, cerca de 20 mil pessoas são esperadas para hoje; de acordo com a Polícia Militar, 5 mil manifestantes participam no local.

“Esse ato representa atitude democrática dos trabalhadores, que não concordam reforma da previdência”, afirma Maria Laura, do Sinted de Três Lagoas, que veio em uma caravana com outros 88 manifestantes.

Ela que afirma que a maior “preocupação é com as mulheres, que serão as mais afetadas pela reforma, pois terão de contribuir por mais tempo”. “País que não investe em educação está destinado ao fracasso”, finaliza.

Até momento, foi registrada a presença de diversos sindicatos, como dos radialistas, federações, caravana Corumbá, trabalhadores da construção civil, alguns motoristas de ônibus, movimentos estudantis, Central Única dos Trabalhadores, lideranças indígenas e Sinteds de várias partes de Mato Grosso do sul.

Entre os manifestantes há quem diga que “greve tem que ser em sexta-feira, em dia útil, que é pra incomodar os patrões mesmo. Protesto domingo não é protesto.”

De acordo com o presidente da Associação Campo-grandense dos Professores, Lucílio Nobre, a expectativa é que compareçam à paralisação cerca de 2 mil professores do município, já que, em virtude do feriado de ontem, não teve aula hoje.

Segundo Nobre, “uma das conseqüências desta falta de geração de emprego é que, quanto mais tarde os professores demoram a se aposentar, mais os jovens demoram a entrar no mercado de trabalho.”

Jaime Teixeira, presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação, destacou que “a greve ocorre para chamar a atenção da sociedade da importância desse desmonte que está acontecendo com a Educação.”

De acordo com Teixeira, após o ato haverá uma passeata pelas ruas do centro da Capital, que deve durar até às 14 horas, pois o pessoal que vem do interior do Estado precisa voltar.

Entre as lideranças políticas, os deputados Cabo Almi (PT) e Pedro Kemp (PT) se fizeram presentes nesta sexta-feira. 

Kemp disse que “as redes sociais devem ser utilizadas para repassar informações corretas para conscientizar as pessoas e denunciar aquilo que não sai na imprensa, mostrando os desmandos desse governo, o golpe armado para tirar a Dilma do poder, prender o Lula e eleger o atual presidente.”

Para o deputado, “ficou claro que muitas coisas foram feitas de forma irregular e até criminosas. Acho muito importante a população utilizar as redes sociais para esclarecer o povo sobre isso.”

Perguntado se utilizando as redes sociais é possível esclarecer os principais pontos da Reforma da Previdência, Pedro Kemp afirma que “o governo tem se utilizado de uma ofensiva na televisão através de propaganda oficial para dizer que a reforma é uma maravilha e vai resolver todos o problemas do país e isso não é verdade.”

(Foto: André de Abreu)

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