O prefeito Gilmar Olarte (PP) ignora a crise financeira do município, as denúncias de irregularidades nos serviços prestados por empresas terceirizadas da prefeitura e a constante dança das cadeiras no primeiro escalão e faz uma avaliação positiva de seu primeiro ano de gestão.
“Tínhamos a questão das finanças em que tínhamos um déficit enorme, mas hoje avançamos muito nessa questão. Mudou também as obras paralisadas, hoje entregamos três mil casas, inauguramos 35 obras. É visível (o trabalho) em seis meses”, declarou hoje (11) durante a abertura da feira de tecnologias agropecuárias Dinapec (Dinâmica Agropecuária).
Discursando sobre a entrega de obras iniciadas na época dos ex-prefeitos Alcides Bernal (PP) e Nelsinho Trad (PMDB), Olarte continua afirmando que Campo Grande vai se transformar em um “canteiro de obras” e volta a anunciar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade.
Segundo ele, Valtemir de Brito está fazendo um ótimo trabalho a frente da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) e vai tirar do papel o recapeamento das avenidas Bandeirantes, Brilhante e Consul Assaf Trad, a cobertura de 500 pontos de ônibus, a construção de quatro novos terminais e o viaduto na rotatória próximo a Coca-cola ainda este ano.
Enquanto isso, cerca de 400 funcionários da Seintrha, responsáveis pela limpeza e manutenção da cidade, paralisaram as atividades no início da manhã por causa de salários atrasados e de cestas básicas entregues com alimentos estragados. Leia aqui.
Olarte enfrenta ainda a saída da diretora-presidente da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), Juliana Zorzo, que não resistiu à pressão da classe artística e pediu demissão do cargo na noite de ontem (11). Mesmo assim, o progressista insiste que não há necessidade de uma reforma em sua administração, apenas mudanças pontuais.
“Não há uma reforma de secretariado. À medida que algumas alterações vão se fazendo necessárias, vamos fazendo as alterações, mas com muita tranquilidade e respeito ao ambiente. Temos vários partidos na base de sustentação que nos dão apoio. O PSC é um deles e quando precisa, nós fazemos alterações no intuito de melhorar os serviços prestados para a população”, afirma.
Por fim, o chefe do Executivo nega a dificuldade em manter a fidelidade dos vereadores aliados que se recusam a defender uma gestão falida, especialmente agora que as eleições municipais se aproximam. Tendo que fazer reuniões individuais com as bancadas, ele avalia que possui um bom relacionamento com a Câmara Municipal. “Problema nunca houve. O que há são divergências no campo das ideias, mas temos um bom diálogo”, garante.







