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segunda, 26 de outubro de 2020
Política

Internet é uma ferramenta de democratização da propaganda política, afirma sociólogo

Eleições 2014

06 janeiro 2014 - 11h40Por Lucas Arruda

Com a internet, a proximidade entre as pessoas aumentou muito, ainda mais com o advento das redes sociais. Para se atualizarem e se aproximarem de seus eleitores, os políticos também tem que estar antenados ao Facebook, Twitter, blogs e outras redes sociais.

Em Mato Grosso do Sul vereadores, senadores, deputados, o governador e os prefeitos recorrem a estes sites para fidelizarem os eleitores. Em seus perfis ou páginas pessoais eles publicam suas ações, projetos e já até começaram a fazer propaganda sobre sua candidatura para as eleições de outubro deste ano.

Segundo o sociólogo Paulo Cabral, os políticos precisam estar antenados a realidade de seu tempo. "Se não se aproximarem dos eleitores eles não terão votos. Eles já perceberam a algum tempo que é impossível você estar conectado ao mundo sem o auxílio de determinadas ferramentas e hoje a internet vem substituindo tecnologias como o telefone", frisa.

No entanto, é preciso tomar cuidado com o que se publica na rede social por conta da instantaneidade e proporção que a publicação pode tomar. Recentemente houve o caso da secretária de comunicação do prefeito Alcides Bernal, que criticou em seu perfil no Facebook o trabalho de parlamentares. Ela chegou a ser chamada para esclarecer a publicação, já que os vereadores da Capital afirmavam que se referia a eles.

"O grande lance da rede é que você pode jogar uma informação que não sofre censura de nenhum pequeno ou grande grupo. Ela democratiza o acesso a informação, aí qualquer cidadão pode se manifestar, mas isso também amplia os riscos de algo leviano ser publicado por este meio. Vai depender de como cada um utiliza a ferramenta", ressalta o sociólogo.

Apesar dessa proximidade entre os políticos e os eleitores, Cabral não acredita que a propaganda antecipada interfira nos resultados. "Na minha avaliação não chega a interferir na decisão do eleitor, pois o sujeito só segue nas redes sociais o político que está de alguma forma ligado a ele. A grande massa não segue essas lideranças", enumera.

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