Questionado sobre a operação “Apagar das Luzes”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o vereador Neto Santos (Republicanos) foi evasivo diante da gravidade das suspeitas que pairam sobre contratos de iluminação pública em Campo Grande.
Ao TopMídiaNews, o parlamentar adotou um discurso de cautela e evitou defender medidas objetivas, como o afastamento de servidores ou a revisão imediata dos contratos investigados. Para Neto, o momento ainda seria de “aguardar” o avanço das investigações.
“A operação causa preocupação, certamente, mas ainda é uma investigação. O Executivo certamente tomará providências e a Câmara cumprirá sua função institucional de fiscalizar”, afirmou, sem detalhar quais ações concretas poderiam ser adotadas pelo Legislativo.
A fala contrasta com a dimensão da operação conduzida pelo Gaeco, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Segundo o MPMS, contratos firmados com pelo menos três empresas do setor de iluminação pública teriam causado superfaturamento superior a R$ 62 milhões, além de envolver dois servidores públicos, um da ativa e outro aposentado.
As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados, com direcionamento de licitações, aditivos contratuais irregulares e desvio de recursos da Cosip, contribuição paga pela população para custear a iluminação pública.
Mesmo assim, Neto Santos preferiu reforçar que não se deve fazer “condenação prévia”. “Acredito que os colegas irão discutir em plenário a melhor forma de darmos uma solução ao caso. É necessário cautela e aguardar os próximos capítulos”, declarou o vereador.







