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Política

Na Câmara, investigados pelo Gaeco prometem ficar longe de Comissão de Ética

19 setembro 2015 - 11h24Por Dany Nascimento

Após tomar conhecimento de que o MPE (Ministério Público Estadual) orientou que os vereadores investigados na Operação Coffee Break devem ficar longe da Comissão de Ética, os parlamentares disseram que acatam a proposta e alegam que é um 'pedido justo' feito pelo Órgão.

Um deles é vereador Jamal Salém (PR), que já prestou depoimento no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), sobre possível compra de votos para cassar o prefeito Alcides Bernal em 2014. Conforme ele, o pedido é justo, já que se trata de um processo de investigação.

"Concordo, acho que é uma coisa justa, todos tem que ser investigados, porque na realidade não houve nenhum manuseio, se acompanhar as notícias desde setembro de 2013, perceberá que sempre tive mesma posição, sempre fui independente, tentei varias vezes trazer Bernal para  a Casa de Leis, mas ele não quis, isso era fácil de enxergar", diz o vereador.

Questionado sobre ter sido nomeado como titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) pelo prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar), que é um dos principais suspeitos de comprar votos de vereadores para cassar Alcides Bernal, Salem diz que aceitou o pedido de Olarte porque era o único capacitado para exercer o cargo e colaborar com a saúde da Capital.

Assim como Jamal, o vereador Gilmar da Cruz que também é investigado na Operação, garantiu que o pedido é justo, por se tratar de uma questão que está em andamento. O parlamentar garantiu que está tranquilo diante das investigações e destacou que não houve compra de votos e sim, uma votação pelo bem da Capital.

Seguindo a mesma linha de pensamento, o vereador Chocolate destacou que é um pedido correto feito pelo Órgão e também se diz tranquilo após prestar depoimento no Gaeco. Mario Cesar, Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Edson Shimabukuro (PTB) também são investigados na Operação.