Irmã do empreiteiro Alberto Krampe Amorim dos Santos, a deputada estadual Antonieta Amorim (PMDB) se isentou das investigações da Operação Lama Asfáltica, deflagrada na manhã de hoje (9).
Ela está em Dourados, onde o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), visitam as instalações do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras).
“Não tenho o que conversar. Não tenho nada a ver com isso, estou cumprindo meu papel de deputada estadual eleita democraticamente pelo Estado de Mato Grosso do Sul. Estou acompanhando a visita ao Sisfron, que é um sistema de monitoramento de extrema importância. Sai de madrugada e estou sem notícia nenhuma”, declarou.
João Amorim é dono da empresa Proteco Construções Ltds, que possui contratos milionários com o Governo do Estado e a prefeitura de Campo Grande para a execução de serviços como o de Tapa-Buraco e o das obras do Aquário do Pantanal, entre outros.
A PF (Polícia Federal) deixou a residência do empreiteiro há pouco levando três malotes, cujo conteúdo não foi revelado. Estiveram na casa seis agentes federais, dentre eles um delegado, com três caminhonetes. A ‘batida’ começou por volta das 6h.
Antonieta, por sua vez, ressalta que ainda não tem conhecimento sobre as investigações, porém enfatiza que o seu trabalho na Assembleia Legislativa não está relacionado com as atividades do irmão.
“Acho que não se deve misturar o meu mandato, o meu trabalho, com nenhum outro. Não tenho problemas com as investigações, se tiver que averiguar que se averigue. Estou absolutamente tranquila, cumprindo o meu papel como parlamentar”, enfatiza.
Operação Lama Asfáltica
A Lama Asfáltica cumpre 19 mandados de busca e apreensão em residências e empresas dos envolvidos, além da sede da Seinfra e da Agesul (Agencia Estadual de Gestão de Empreendimentos). A organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul, teria cauzado um prejuízos de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
Conforme a PF, as empresas investigadas atuam nos ramos de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza pública, entre outros. Os suspeitos teriam cometido os crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes à licitação. Leia mais aqui.







