O secretário municipal de Saúde Pública (Sesau), Jamal Salem, afirmou na quinta-feira (07) que o prefeito Gilmar Olarte (PP) foi pressionado pelo diretor do Grupo Hospitalar El Kadri, Mafuci Kadri, para que assinasse o contrato de arrendamento do Hospital sob a pressão de desistência. Durante agenda realizada nesta sexta-feira (08), em homenagem aos 20 anos de criação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), na Assembleia Legislativa, o prefeito negou que isto tenha acontecido e afirmou que dentro de 30 a 40 dias, a unidade estará em pleno funcionamento.
Porém, durante o evento realizado ontem na Câmara Municipal, pelo fim da guerra entre Isarel e Palestina, o secretário explicou que o prefeito não teve outra solução a não ser assinar o contrato. "Como o processo estava demorando muito, ele [o presidente] estava querendo desistir de dialogar com o prefeito. Com isso, Olarte não teve escolha a não ser assinar o contrato", explicou.
Ainda na Câmara Municipal, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), afirmou que a decisão do prefeito em criar o Hospital Infantil foi arbitrária e uma escolha pessoal de Gilmar Olarte, além de criar uma unidade hospital sem recurso previsto. "Isso prova uma inexperiência absoluta de quem está a frente do Executivo. Vou encaminhar essa denúncia para pedir mais explicações sobre esses contratos que não tivemos acessos".
Em resposta, Olarte afirmou nesta manhã, que o prefeito tem o poder discricionário e garantiu que as discussões são normais. "Nós vamos discutir democraticamente e responder a todas as questões. Eu estou respaldado pela necessidade de se resolver um problema. O resto estamos abertos para prestar qualquer esclarecimento, assim como vou fazer no Ministério Público Estadual e também aos vereadores", criticou.
Embora a vereadora tenha afirmado que não sabia do andamento do projeto de arrendamento da unidade hospitalar, Olarte garantiu que o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PSDB) esteve acompanhando todo processo. "O presidente da Casa de Leis acompanhou cada minúcia deste projeto e estava repassando as informações para os vereadores da Câmara", ressaltou o prefeito.
Funcionamento - Olarte explicou que dentro de 30 a 40 dias, o Hospital Infantil estará em pleno funcionamento. "A partir de segunda-feira começaremos a fazer alguns pequenos reparos, como pinturas e outras pequenas coisas que a Vigilância Sanitária nos pediu. Creio que dentro de 30 a 40 dias estaremos funcionando com 50% dos médicos pediátricos", explicou.
Ao ser questionado se os médicos seriam remanejados de outras unidades do município, o prefeito afirmou que abriu novas contratações. "Estamos ampliando as conversas para termos 100% para os médicos pediatras para poder atender 24 horas".
Recurso - Jamal Salem também afirmou que o prefeito foi corajoso ao criar a unidade hospital, porém, segundo ele, Olarte vai fazer uma mágica para conseguir recursos para manter o funcionamento deste hospital em MS. "Ele vai fazer uma mágica e vai ter recurso para esse ano e para o ano que vem. Nós também estamos queimando algumas gorduras, alguns plantões extras e ajustando outros desnecessários para conseguir recurso sem afetar o atendimento".
Sobre o recurso, o prefeito explicou que virá da Fonte 1 por meio de convênios. "Estamos equilibrando as finanças até novembro e a partir do ano que vem o Ministério da Saúde vai nos ajudar". O custo total da unidade hospitalar pode chegar a R$ 24 milhões depois de estar completamente instalada. O prazo do arrendamento do Sírio Libanês será por três anos.
Para o próximo ano, o prefeito informou que inseriu na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), o investimento de R$ 100 milhões para iniciar a construção do Hospital Municipal.







