O desejo de alguns políticos de Mato Grosso do Sul, que estão insatisfeitos com a sigla partidária que pertencem, foi atendido, já que o plenário do Senado aprovou no pacote da Reforma Política, uma janela permanente que permite a troca de partidos.
Segundo a emenda, será permitida a migração de legenda a cada dois anos, 13 meses antes da data das eleições, ou seja, um mês antes do período de filiação. Essa era a alternativa que o peemedebista Marquinhos Trad sonhava para deixar o partido, já que alega viver um 'mal-estar' há algum tempo.
A insatisfação de Marquinhos com o PMDB é tão forte, que o parlamentar já cogitava entrar com pedido no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), caso a janela não fosse aprovada, afirmando que não compartilha as mesmas defesas do partido.
Com a maior bancada na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e na Câmara Municipal de Campo Grande, o PMDB caiu no desgosto da família Trad nos últimos meses.
Nelson Trad Filho, que disputou a governadoria no ano passado, deixou o partido há 14 dias e ingressou na direção regional do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). O ex-deputado federal, Fábio Trad também deixou o partido no início do ano. Marquinhos é o único com sobrenome Trad que está no partido e deve anunciar a saída nos próximos dias.
A janela não inclui só membros do PMDB, o PDT também permanece em desacordo entre alguns membros, pois o presidente regional da sigla, Dagoberto Nogueira, que venceu as eleições da Executiva sem o apoio de parte da bancada estadual, não se entende com o deputado estadual Beto Pereira, que se junta ao grupo de membros descontentes e afirmava que não iria aguardar a janela e entraria com pedido para se desfiliar o mais rápido possível do partido.
Como a janela foi aprovada, Beto deve migrar de partido e abrir mão do pedido que seria feito judicialmente.







