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Política

Procurador da República livra deputado tucano da Coffee Break

Elizeu Dionízio tem foro privilegiado e por isso processo foi levado à PGR

03 março 2017 - 19h10Por Thiago de Souza

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, notícia resposta de que não pode abrir investigação contra o deputado federal Elizeu Dionízio (PSDB), por não haver indícios de participação no suposto esquema que comprou políticos e empresários para cassar o mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.  

Conforme Janot, o nome do parlamentar foi citado pelo réu no processo, Ronan Edson Feitosa de Lima, ex-assessor do então vice-prefeito Gilmar Olarte, mas não foi acompanhada de indícios suficientes que indicassem uma conduta criminosa.

Em depoimento dado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que deflagrou a Operação Coffee Break, Ronan Feitosa se disse indignado com Olarte por ele não ter cumprido acordos verbais, entre elas pagamento em dinheiro e distribuição de cargos públicos do primeiro escalão para determinadas autoridades, e entre elas estaria Elizeu Dionízio, André Scaff, Rodrigo Pimentel e Fernando Pineis.

Na Coffee Break foram denunciadas 24 pessoas, por associação criminosa, corrupção ativa e passiva. Entre os réus há empresários, vereadores e o então vice-prefeito Gilmar Olarte (sem partido).

Dos 29 vereadores, 23 votaram pela cassassão de Alcides Bernal, que foi deposto em março de 2014 mas retornou ao cargo em agosto de 2015.