O vereador Jean Ferreira (PT) repudiou nesta segunda-feira (15), a atitude da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que impediu o acesso do TopMídiaNews a uma coletiva de imprensa no Paço Municipal. Para o parlamentar, a ação da gestora representa mais um episódio de censura e perseguição a quem faz oposição a gestão.
“Fiquei indignado com a notícia. Eu acho que é uma série de censura. Primeiro derruba outdoor, aí teve os manifestantes na 14 de Julho agredidos pela Guarda Civil, depois dois médicos demitidos. E agora a censura contra a imprensa. Daqui a pouco ela vai começar a perseguição com os vereadores”, afirmou Jean Ferreira.
A coletiva foi convocada pela Prefeitura de Campo Grande para tratar do repasse de recursos ao Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital. Alguns veículos de comunicação foram convidados, mas o TopMídiaNews ficou de fora da lista. Mesmo assim, a equipe esteve no Paço Municipal, onde acabou impedida de entrar.
A prefeita Adriane Lopes não participou da coletiva, que foi conduzida por outro representante da administração municipal. Ainda assim, o TopMídiaNews teve acesso às informações apresentadas, nas quais a prefeitura afirmou não possuir dívida com o consórcio, embora tenha admitido que o valor do contrato segue sendo discutido judicialmente.
Para Jean Ferreira, impedir o acesso de um veículo de comunicação a um evento de interesse público é um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito da população à informação. Segundo ele, a postura da prefeita evidencia intolerância a críticas e reforça a necessidade de vigilância por parte do Legislativo e da sociedade.
Veja o vídeo:
TJ manteve liminar e barrou retirada de outdoors após críticas
Outro episódio lembrado pelo parlamentar envolve a derrubada de outdoors ligados à Top Mídia Painéis, empresa vinculada ao site TopMídiaNews. Após críticas à gestão municipal, a prefeita Adriane Lopes determinou a retirada de seis outdoors e a suspensão de um painel de LED, sob a justificativa de que as autorizações estavam vencidas desde outubro de 2023.
O caso foi parar na Justiça e, por maioria, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a liminar que impediu a remoção dos painéis sem aviso prévio. No julgamento, os desembargadores destacaram que a prefeitura permaneceu inerte por quase dois anos e só adotou a medida drástica em junho de 2025, coincidindo com as críticas publicadas pelo site.
Para o colegiado, embora houvesse irregularidade administrativa, o município não poderia destruir os outdoors de forma abrupta, sem notificação prévia, sob pena de violar princípios como proporcionalidade, razoabilidade, legalidade e segurança jurídica. A decisão também ressaltou que a conduta da administração afrontou a Lei da Liberdade Econômica, reforçando o entendimento de que a retirada teve caráter desproporcional.







