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Política

há 4 meses

Jean critica veto de Adriane a plano de mobilidade com ciclovias e calçadas acessíveis

A proposta também criava o Fundo de Mobilidade Ativa, financiado por recursos municipais, doações e multas ambientais

O vereador Jean Ferreira (PT) lamentou o veto integral da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei 11.723/2025, que criava o programa “Campo Grande para Todos”. A proposta, de autoria de Jean em parceria com o vereador Marquinhos Trad (PDT), foi aprovada inicialmente pela Câmara, mas acabou barrada pela prefeita e teve o veto mantido em plenário: foram 16 votos favoráveis ao veto e 5 contrários.

“É lamentável ver o veto da prefeita em relação a este programa”, declarou Jean durante a sessão legislativa.

O projeto previa a criação de um plano de mobilidade ativa e sustentável, com medidas como a expansão de ciclovias e ciclofaixas, calçadas acessíveis, travessias seguras e campanhas educativas para incentivar o uso de bicicletas e caminhadas. Também estava prevista a criação do Fundo de Mobilidade Ativa, que seria financiado com recursos municipais, doações e multas ambientais, sob gestão da Planurb, em parceria com a sociedade civil.

Segundo Jean, o programa tinha como objetivo incluir socialmente a população, reduzir o tempo gasto em transportes desgastantes, diminuir a poluição e aumentar a segurança viária. “Nós queremos que Campo Grande seja referência em mobilidade. O Paraná tem Curitiba como modelo de planejamento urbano voltado à ciclomobilidade. Queremos uma cidade para as pessoas, não apenas para os carros, que é o que acontece hoje em Campo Grande”, ressaltou.

O vereador destacou que a iniciativa buscava democratizar o fluxo urbano, garantindo o direito à cidade em diferentes modalidades de transporte. “Construímos esse programa pensando em vários modais, para que as pessoas possam transitar e ter acesso ao espaço urbano”, afirmou.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Jean reforçou que o projeto focava não apenas na ciclomobilidade, mas também em garantir acesso seguro às periferias. “Principalmente à classe trabalhadora, que utiliza ônibus, transporte coletivo, bicicletas e até mesmo caminha longas distâncias, precisando de segurança viária”, completou.

As propostas de mobilidade ativa dialogam diretamente com as metas da Organização das Nações Unidas (ONU) no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que recomenda às cidades a oferta de sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preços acessíveis para todos, como forma de reduzir os impactos das mudanças climáticas.

Para Jean, o veto representa um retrocesso e demonstra uma política urbana desconectada das necessidades atuais. “Quanto mais as pessoas tiverem mobilidade, menos tempo perderão em trajetos desgastantes, no calor, em transportes precários. Isso significa mais tempo com a família, mais descanso para os trabalhadores e mais qualidade de vida. Campo Grande tem condições de se tornar uma cidade do futuro”, concluiu.

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