A Justiça analisa o pedido de bloqueio dos bens do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), por suspeita de enriquecimento ilícito. A denúncia inclui também secretários da administração municipal e foi publicada nesta quinta-feira (21), por meio do sistema eletrônico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS).
O processo tem origem em Ação Civil Pública que pede investigação dos denunciados e está sob responsabilidade do juiz Luiz Antônio Cavassa de Almeida, da 1º Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. O caso foi impetrado pelo Ministério Público Estadual.
O processo coloca como requeridos, além do prefeito, o secretário Municipal de Infraestrutura, Valtemir Alves de Brito; a presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Elizabeth Félix da Silva Carvalho; seu filho, Felipe Félix de Carvalho; a assessora comissionada da prefeitura; Ana Maria Ferreira Feliciano; seu marido, o fotógrafo e pastor, Luiz Márcio dos Santos Feliciano; a depiladora, Fabiana Garcia de Souza.
Ana Maria Feliciano e Luiz Feliciano são dois dos citados em processo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público Estadual, que apontou Gilmar Olarte como mentor de esquema estelionatário. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Estadual e tramita em processo distinto.
Conforme a denúncia, Felipe Felix de Carvalho, filho da atual diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Beth Felix, que na época da investigação era diretora de Habilitação e Educação no Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), seria funcionário fantasma da administração municipal.
Parte do grupo foi citado em escutas das investigações do Gaeco, divulgadas na semana passada pela TV Morena, em que o prefeito supostamente negocia contratação de servidores fantasmas.
Situações de nepotismo também foram investigados pelo MP-MS e revelou um possível caso envolvendo secretário de Administração, Valtemir Alves de Brito, com a nomeação de irmãos dele para cargos no município. Felipe Felix de Carvalho foi exonerado durante a investigação do Gaeco. A depiladora Fabiana Garcia de Souza continua trabalhando na prefeitura.







