O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, determinou a apreensão do passaporte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o proibiu de deixar o país. A informação é do portal O Antagonista. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da ação penal originada da Operação Zelotes que investiga Lula por tráfico de influência e lavagem de dinheiro na compra dos caças da empresa sueca Saab.
Ou seja, não deriva do processo do tríplex do Guarujá, julgado na quarta-feira (24) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), embora a condenação em segunda instância possa levar o petista para a prisão imediatamente após esgotados os recursos no tribunal.
O ex-presidente estava com viagem marcada para a Etiópia, nesta sexta-feira (25), onde participaria de um evento da FAO, órgão das Nações Unidas de combate à fome. Ele havia informado o TRF-4 sobre a saída do país na semana passada, antes do julgamento. O retorno estava previsto para a segunda-feira (29). Agora, a decisão judicial praticamente inviabiliza a viagem, já que dificilmente a defesa do petista conseguirá derrubar a liminar a tempo.
A ordem da Justiça Federal do DF foi passada no início da noite desta quinta-feira (25) ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que comunicou o ministro da Justiça, Torquato Jardim. A assessoria da PF não informou quando o passaporte será apreendido.
Ainda nesta quinta, o TRF-4 recebeu duas petições formuladas por advogados pedindo para que Lula fosse intimado a entregar o passaporte em 24 horas sobe alegação de que poderia aproveitar a viagem para o continente africano para “fugir”.
Lula sofre mais um revés no mesmo dia em que o PT fez um grande evento, em São Paulo, para lançar sua candidatura a presidente da República nas eleições de outubro deste ano, mesmo após a condenação no Tribunal da Lava Jato. A sentença confirmada por um colegiado de magistrados torna Lula “ficha suja” com base na Lei da Ficha Limpa, o que o impede de se candidatar, embora ainda caibam recursos da decisão do TRF-4.








