O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Valtemir Alves de Brito, o Kako, encaminhou à Câmara Municipal de Campo Grande, na última sexta-feira (13), uma planilha informando os valores dos contratos vigentes das empresas que prestam o serviço de tapa-buracos na Capital. Porém, o documento, que seria apenas uma resposta inicial aos vereadores, conta com contas e valores errados.
Líder do prefeito progressista Gilmar Olarte, o vereador Edil Albuquerque, do PMDB, tentou entrar em contato com o próprio secretário após o término da sessão para cobrar explicações sobre o descaso do documento enviado aos parlamentares. Sem conseguir contato, o vereador teve que recorrer ao escritório do prefeito para localizar com mais rapidez o titular da pasta, já que o mesmo não estaria na Seintrha.
"Isso aqui está errado e virou piada na Câmara", disse o parlamentar a uma servidora, após ser informado sobre o erro na planilha. A base-aliada do prefeito Gilmar Olarte tenta evitar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o serviço de tapa-buraco na Capital.
A informação repassada por Valtermir aos parlamentares seria uma resposta emergencial, já que o prazo concedido pela Mesa Diretora da Câmara Municipal ao secretário terminou na última sexta-feira (13). Junto com a planilha encaminhada, Kako anexou um ofício solicitando mais tempo para conseguir copiar os documentos, cerca de 10 mil páginas de contratos, referentes aos anos entre 2010 e 2015.
Críticas
Os vereadores da oposição criticaram até atitude da Mesa Diretora por ter aceito o ofício encaminhado pela secretaria. Para as vereadoras Luiza Ribeiro, do PPS, e Thais Helena, do PT, que tiveram na última semana pedidos de informações vetados, o secretário realizou uma manobra para ganhar tempo.
"O Kako não tem documento, ele não tem informação e está fazendo isso para ganhar tempo", disparou a vereadora Luiza Ribeiro que ainda explicou que o secretário levou muito tempo para responder os requerimentos.
Já para a vereadora Thais Helena, essa é uma tentativa de enrolar e uma manobra. "O que a gente pediu foram apenas cópias de documentos e levar mais de uma semana pra fazer é muito tempo. É uma estratégia pagar esfriar os ânimos e que o caso seja abafado. O correto era fornecer os documentos o mais rápido", comentou a vereadora Thais Helena.
Edil negou que o secretário esteja fazendo uma manobra e informou que são vários documentos que chegam a 10 mil páginas e por isso, pediu mais tempo para encaminhar os documentos. Com isso, os vereadores da oposição permanecem com oito assinaturas faltando duas para completar o mínimo de 10 para abrir uma nova CPI.







