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Política

Campanha para prefeito pode custar até R$ 7 milhões em Campo Grande

Em 2016, Campo Grande ficou entre as dez cidades com maior teto de gastos para prefeito

20 outubro 2019 - 15h15Por Rayani Santa Cruz

A Lei 13.878, de 2019, que estabelece os limites de gastos de campanha para as eleições de 2020, permite aos candidatos à prefeitura de Campo Grande gastar a média de R$ 7 milhões no primeiro turno.

Calculando o percentual sob o teto de gastos publicado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2016, no caso da Capital, os candidatos a vereador que na campanha passada puderam aplicar R$ 643.105,41 terão aproximadamente o valor de R$ 730.047,28 para a campanha. 

O pleito para prefeitura teve limite de R$ 6.679.971,85 no primeiro turno, e a média atualizada será de R$ 7.583.041,92.

O segundo turno terá em média R$ 2.274.912,58. Em 2016, o valor limite foi de R$ 2.003.991,56.

Deve-se levar em consideração que o valor atualizado foi calculado de janeiro de 2016 a janeiro de 2019, sobre o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e deve sofrer nova atualização em 2020. O percentual para o resultado foi de 13,5191%. 

Campanhas caras

Em 2016, Campo Grande ficou entre as dez cidades com maior teto para prefeito, com média de gasto de R$ 6,6 milhões. Na tabela do TSE, em 2016, a Cidade Morena tinha 595.174 eleitores aptos a votar. 

De acordo com a Agência do Senado, a nova norma determina a repetição das regras usadas no pleito de 2016, com atualização dos valores de acordo com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se houver segundo turno, o teto de gastos será de 40% do estabelecido para o primeiro turno da disputa.

A lei precisava ser sancionada um ano antes das eleições que ocorrem no dia 4 de outubro de 2020.